Líderes usam IA como conselheira, mas alertas sobre riscos e a importância humana

Líderes usam IA como conselheira para decisões estratégicas, inclusive em conflitos. Walmart usa “super agentes” para análise de riscos e logística. Especialistas alertam sobre riscos da dependência excessiva e a importância do contexto humano

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(Imagem de reprodução da internet).

A utilização da inteligência artificial no ambiente de trabalho, outrora restrita a tarefas repetitivas, está evoluindo rapidamente. Atualmente, líderes estão incorporando ferramentas de IA para auxiliar em decisões estratégicas, incluindo aquelas que demandam julgamento humano.

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A IA assume um papel de conselheira virtual, auxiliando na análise de cenários, na identificação de riscos e na proposição de abordagens para lidar com questões envolvendo pessoas e conflitos.

Análise de Cenários e Previsão de Riscos

Empresas como o Walmart estão utilizando sistemas internos, apelidados de “super agentes”, que empregam modelos de IA para analisar falhas em entregas e problemas logísticos. Um colaborador descreve a situação, e a IA organiza dados de diversas fontes para oferecer uma análise inicial, que é posteriormente validada ou ajustada por um profissional humano.

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O Papel do Humano na Validação

Segundo Marne Martin, CEO da Emburse, a IA se mostra mais eficaz quando a base de dados é bem estruturada e as decisões são recorrentes. Rafee Tarafdar, CTO da Infosys, complementa, afirmando que a empresa define o nível de intervenção da IA conforme a criticidade e sensibilidade da decisão, com maior envolvimento humano em casos mais complexos.

Riscos da Dependência Excessiva e a Importância do Contexto Humano

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o risco da dependência excessiva da IA. José-Mauricio Galli Geleilate, professor da Universidade de Massachusetts Lowell, ressalta que a consulta frequente à IA pode levar líderes a adotarem posturas mais controladoras e punitivas, devido à falta de sinais emocionais que um colega humano poderia oferecer em uma conversa.

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Beth Humberd, também professora em UMass Lowell, reforça que o uso da IA pode criar um distanciamento psicológico. Léonard Boussioux, da Universidade de Washington, complementa, alertando que a IA, por sua lógica e articulada natureza, pode convencer líderes a aceitar recomendações sem o devido questionamento.

Para mitigar esses riscos, empresas que utilizam IA implementam “freios” intencionais: pausas para reflexão, validações humanas e discussões em equipe antes de decisões importantes.

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