Lula conversa com Abbas e Erdoğan sobre a crise em Gaza. Presidente brasileiro avalia adesão ao conselho de Trump e busca soluções para o conflito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve conversas telefônicas nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan. Essas trocas de informações ocorrem em um contexto de crescente debate internacional sobre a situação em Gaza e a busca por soluções para o conflito.
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O diálogo se insere em um momento de avaliação por parte do governo brasileiro sobre a adesão ao Conselho da Paz, lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
O presidente Lula manifestou seu interesse em acompanhar a evolução do conselho, que busca se tornar um órgão relevante na resolução de conflitos internacionais. A iniciativa do presidente Trump, lançada em Davos, na Suíça, visa, segundo o republicano, substituir a Organização das Nações Unidas (ONU) na mediação de disputas.
O Conselho da Paz, com mandato praticamente vitalício para Trump, permite apenas a renúncia ou incapacidade do presidente para interromper o mandato. Em caso de renúncia, é necessária votação unânime do Conselho Executivo. Caso contrário, o presidente pode ser removido por maioria dos integrantes do conselho.
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A adesão ao conselho é vista como uma oportunidade para o Brasil exercer um papel de liderança na região do Oriente Médio. O governo brasileiro, sob a liderança de Lula, tem adotado uma postura crítica à ofensiva militar em Gaza, defendendo a criação de um Estado palestino.
Essa posição contrasta com a aproximação entre Trump e Erdoğan, que se encontraram em reuniões e mantiveram contatos telefônicos. A relação entre os dois líderes tem oscilado, influenciada por eventos como a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O lançamento do Conselho da Paz contou com a presença de autoridades de 18 países, incluindo o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev; o presidente do Kosovo, Vjosa Osmani-Sadriu; o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar, Mohammed bin Abdul Rahman al Thani; o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan al Saud; o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan; o CEO da Mubadala Investment Company, Khaldoon al Mubarak; o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyayev; o primeiro-ministro da Mongólia, Gombojavyn Zandanshatar; o primeiro-ministro do Bahrein, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa; o ministro das Relações Exteriores do Marrocos, Nasser Bourita; o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan; Donald Trump, presidente dos EUA; o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev; o ex-primeiro-ministro da Bulgária, Rosen Zhelyazkov; o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán; e o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto; e o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi.
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