Inteligência Humana no Coração do Futuro
Em 2025, minha primeira experiência no SXSW me revelou uma verdade surpreendente: o tema central do evento não era a tecnologia em si, mas sim as pessoas. Durante a minha imersão no universo da Inteligência Artificial, descobri a importância da inteligência emocional, social e de liderança. A partir daí, me tornei convencido de que o futuro não reside na substituição de pessoas pela tecnologia, mas sim em líderes que utilizam a tecnologia para potencializar o talento humano.
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A Fase da IA: Impacto Real
Em 2026, retorno a Austin com uma nova pergunta: como construir empresas modernas sem perder o foco no ser humano? A próxima fase da IA deve priorizar o impacto real, em vez de apenas buzzwords. Embora a IA já seja capaz de realizar tarefas como análise de dados, automação operacional, atendimento ao cliente, criação de conteúdo e tomada de decisões táticas, ainda existem desafios que exigem a expertise humana, como confiança, cultura, resolução de conflitos, propósito, liderança e desenvolvimento de pessoas.
Liderança: Além da Inteligência Artificial
À medida que a IA cresce, a capacidade de liderança se torna ainda mais crucial. Líderes precisam inspirar, tomar decisões em situações ambíguas, construir confiança, formar equipes de alta performance e desenvolver o potencial de seus colaboradores. Uma pesquisa com 97 CHROs, conduzida para a minha coluna na Exame, revelou que comunicação e feedback são os maiores gaps de liderança. Não se trata de falta de tecnologia, mas sim de autoliderança. O SXSW 2026 deve apresentar empresas que compreendam que a cultura não é apenas um departamento de RH, mas sim uma estratégia de negócio.
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O Humano como Diferencial Competitivo
No início dos anos 2000, o mercado passou a valorizar empresas com potencial de geração de valor futuro. Empresas como Apple, Amazon, Microsoft e Google entenderam isso cedo, investindo em inovação, reputação, capital social, capital humano e sustentabilidade. Esse conceito, que defendo há anos, é o de RH de Negócios: criar iniciativas estratégicas para viabilizar o plano de negócio. O RH de Negócios cria iniciativas estratégicas para viabilizar esse plano.
Experiência do Colaborador: Uma Vantagem Competitiva
A experiência do colaborador se tornou uma vantagem competitiva. A visão de Franklin Costa da OCLB, curador da Casa São Paulo no SXSW, é poderosa: “Now Over Next”, ou seja, o que fazemos agora importa mais que o futuro que prometemos. Franklin me disse algo que deveria estar na parede de toda empresa brasileira: “Se pelo menos um conteúdo tocar uma pessoa e fazê-la repensar um ponto de vista, já valeu”.
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O Impacto do Brasil no SXSW
A maior mudança de mentalidade que os líderes brasileiros podem trazer do SXSW 2026 é autoestima. Teremos mais brasileiros nos palcos, mais empreendedores na programação, lançamento de filme do Fernando Meirelles, documentário, obra em XR, recorde de indicações ao Oscar e a maior delegação brasileira da história do festival. O mundo vai ao SXSW para se conectar. Mas o mundo também se conecta com o Brasil lá.
Conclusão
Volto do SXSW não com tendências, mas com decisões. Quero provocar executivos brasileiros com cinco perguntas: Onde sua empresa está usando IA para liberar líderes para liderar? Sua cultura aguenta a velocidade da sua estratégia? Seus líderes sabem dar feedback ou só cobrar resultado? Você mede ROI de gente ou só custo de gente? Sua empresa é inovadora ou só fala de inovação?
