Lideranças alertam para risco de derrota no Congresso sobre proposta antiterrorismo. Governo Lula enfrenta resistência no Congresso Nacional. Busca por articulação é urgente
Lideranças de partidos de centro e centro-esquerda, próximas ao Palácio do Planalto, expressam preocupação com a estratégia do governo Lula em relação à proposta antiterrorismo. A avaliação é que a postura de avançar unilateralmente, sem diálogo com a centro-direita, pode levar a uma nova derrota no Congresso Nacional, com consequências significativas para a popularidade do presidente.
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A análise dos líderes políticos aponta que a decisão de propor um texto sobre segurança pública após uma megaoperação policial controversa, sem buscar um acordo com os partidos de centro, representa um risco considerável. A falta de articulação aumenta a probabilidade de rejeição do projeto elaborado pelo Ministério da Justiça.
Para evitar a rejeição do projeto antiterrorismo, lideranças de centro defendem que o Planalto busque uma articulação política, integrando o texto proposto por Danilo Forte (União-CE), com apoio da oposição, ao projeto antifacção do governo.
Essa estratégia visa reduzir o risco de rejeição.
A negociação, segundo os parlamentares de centro, é vista como uma forma de garantir a aprovação do projeto, que trata de segurança pública.
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Deputados de centro identificam Guilherme Derrite (PP-SP), secretário de segurança de São Paulo e deputado federal, como um potencial relator para matérias relacionadas ao tema. Derrite é considerado um representante de uma “direita equilibrada”, o que poderia facilitar a negociação e a aprovação do projeto.
A avaliação dos parlamentares é que a figura de Derrite pode contribuir para uma articulação mais eficaz entre os diferentes blocos políticos.
Com apenas 11 meses até a eleição, uma nova derrota para o governo no Congresso poderia ampliar o espaço para a oposição retomar o protagonismo nas pautas. A situação atual reflete a dificuldade do governo em consolidar uma base governista com maioria de votos garantida.
A questão da segurança pública se torna um ponto central na disputa política, com potencial para influenciar o cenário eleitoral.
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