A estratégia atual se concentra em analisar tanto o ambiente interno quanto externo da empresa, definindo ações futuras. Essa abordagem, tradicionalmente definida pela liderança sênior e mantida em sigilo, busca identificar oportunidades que outros players do mercado podem não perceber.
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Muitas das estratégias clássicas, como as matrizes SWOT e as 5 Forças de Porter, datam da década de 70 e se baseiam em uma análise interna para definir o comportamento da empresa no mercado externo.
Complexidade e Novas Tecnologias
Com o rápido avanço da tecnologia e suas aplicações, tornou-se mais difícil prever o futuro com precisão. Mesmo com a expansão das análises de oportunidades, ameaças, forças e fraquezas, considerando a adoção tecnológica e cenários futuristas, uma estratégia top-down e interna não consegue abarcar toda a complexidade que uma organização precisa avaliar.
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A Evolução da Competição
A competição no ambiente estratégico precisa ser repensada. O modelo atual, caracterizado por maior concorrência e barreiras de entrada, precisa dar lugar a um paradigma de maior acesso, menor concorrência, mais co-criação e colaboração, menos barreiras de entrada, e um ambiente menos regulamentado.
Open Innovation e a Estratégia Aberta
Lições de “Open Innovation”, ou estratégia aberta, têm se mostrado valiosas para as organizações. Essa abordagem reconhece que a estratégia de uma empresa precisa de informações e insights de diversos agentes do ecossistema, como pesquisadores, clientes, funcionários, parceiros e até mesmo concorrentes.
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O papel da liderança sênior evolui, passando de detentora das respostas estratégicas para a formuladora de perguntas.
Um Plano Mais Flexível e Colaborativo
A estratégia deve ser menos determinística e mais co-construída e ágil. A “Open Innovation” tem se mostrado uma alavanca para o crescimento e desenvolvimento acelerados, com menor custo e risco em comparação com a inovação isolada. A estratégia aberta se apresenta como a forma mais adequada para o mundo volátil e incerto em que vivemos.
Ferramentas para a Estratégia Aberta
A Harvard Business School identificou quatro ferramentas principais para exercitar a estratégia aberta, dependendo da fase do ciclo estratégico. Em fases de ideação, sugere-se entender o que pode ser aberto e utilizar competições internas e externas, além de radares tecnológicos e de tendências de mercado.
Na formulação estratégica, o uso de concursos de business cases, desenvolvidos por times internos ou externos, é recomendado. Já na execução, o uso de redes sociais de colaboradores e “Jams” – metodologias de engajamento e comunicação em massa – para recolher percepções e feedbacks em tempo real, é sugerido.
Conclusão: A Importância da Colaboração na Estratégia
A estratégia moderna exige flexibilidade, colaboração e a abertura para novas ideias e perspectivas. A capacidade de integrar insights de diversos atores do ecossistema é fundamental para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades em um ambiente de negócios em constante transformação.
A estratégia aberta representa um caminho promissor para empresas que buscam inovação, crescimento e sucesso a longo prazo.
