Lewandowski e “China”: Imóvel de R$ 9,4 Milhões e Conexões com Crime Organizado?

Ricardo Lewandowski compra imóvel de “China” sob suspeita! Transação de R$ 9,4 milhões levanta polêmica. Ligações com crime organizado e esquema bilionário investigados. Saiba mais!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Compra de Imóvel Suspeita e Ligações com Figura do Crime Organizado

Em março de 2024, logo após assumir o Ministério da Justiça, o então ministro Ricardo Lewandowski adquiriu, por um valor de R$ 9,4 milhões, uma residência de alto padrão localizada na Zona Sul de São Paulo. O imóvel pertencia a Alan de Souza Yang, conhecido como “China”, um empresário que já estava sob investigação pela Polícia Federal devido a suspeitas de sonegação bilionária no setor de combustíveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações foram divulgadas pelo jornal Estadão.

A transação foi realizada através da Eryal Empreendimentos e Participações, uma empresa familiar de Lewandowski, mantida em sociedade com seus filhos. Segundo o ex-ministro, a escolha do condomínio fechado se justificava por questões de segurança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época da compra, “China” já enfrentava acusações de adulteração de gasolina e estava envolvido em investigações sobre sonegação em postos de combustíveis.

Em 2025, a situação de “China” se agravou com a Operação Carbono Oculto, que investigava um esquema de lavagem e sonegação estimado em R$ 52 bilhões, e que apontava conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação foi iniciada durante o período em que Lewandowski liderava o Ministério da Justiça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Em entrevista ao Estadão, Lewandowski declarou que a compra foi feita com total boa-fé, sem conhecimento prévio sobre a situação dos vendedores. Ele afirmou que todos os documentos e certidões apresentados indicavam que o imóvel estava em situação regular.

O ex-ministro também assegurou que não teve contato anterior com os proprietários e que os processos envolvendo “China” estavam sob sigilo de Justiça.

“Eu estava apenas avaliando outras opções de imóveis, mas essa residência se mostrou mais adequada às minhas necessidades de segurança. O corretor me apresentou a propriedade e, após análise, decidimos seguir com o negócio”, explicou Lewandowski.

Ele ressaltou que o valor pago era compatível com o mercado e que a diferença em relação ao preço anterior se devia ao fato de o imóvel ter sido adquirido anteriormente em leilão.

Documentos de cartório revelaram que a casa foi comprada em leilão em 2019 pelo pai de “China” por R$ 4,9 milhões, após bloqueios judiciais decorrentes de dívidas bancárias. Em dezembro de 2023, a propriedade foi vendida à nora de Lewandowski, Anajá de Oliveira Santos Yang, por R$ 4 milhões.

Anajá é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como laranja do marido.

A compra pela empresa da família Lewandowski foi formalizada em fevereiro de 2024, com o pagamento à vista por meio de transferência bancária para a conta de Anajá na Caixa Econômica Federal. Lewandowski declarou que nunca se tornou o verdadeiro proprietário da residência e que está buscando solucionar a situação, seja através da regularização do imóvel ou da devolução do valor pago.

O ex-ministro também enviou uma nota ao jornal, reiterando as informações divulgadas. Até dezembro de 2024, a Eryal mantinha capital de R$ 2,1 milhões, posteriormente doado aos filhos, com manutenção de usufruto. A empresa, fundada em 2016, possui imóveis em São Paulo, Itu e Brasília.

Sair da versão mobile