Detran-SP realiza leilão para modernizar serviço de guincho e reboque. Nova modelagem visa padronizar preços e reduzir custos no estado. Concessão prevê investimentos de R$ 556,3 milhões
O Estado de São Paulo realizará um leilão de concessão para a prestação de serviços de guincho e reboque. O edital, publicado no Diário Oficial do estado em 16 de maio, prevê que a entrega dos envelopes de proposta ocorra em 29 de abril, através da Bolsa de Valores (B3), até as 11h.
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A iniciativa visa modernizar a operação atual, que enfrenta desafios de padronização e custos.
O projeto de concessão envolve investimentos de R$ 556,3 milhões ao longo de 26 anos. A principal mudança é a reestruturação da prestação dos serviços de remoção, guarda e restituição de veículos apreendidos por infrações de trânsito.
O governo busca eliminar as disparidades de preços e procedimentos existentes atualmente.
Atualmente, o estado possui 212 pátios ativos e cerca de 184,5 mil veículos em custódia. O sistema atual, operado de forma descentralizada pelo Detran-SP e pelo DER, apresenta fragmentação, com 42 pátios próprios do DER, 43 convênios com prefeituras e 168 contratos com empresas privadas.
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Essa diversidade resulta em variações de até 100% nos preços cobrados, dependendo da localidade e do tipo de via.
Com a concessão, o serviço será dividido em sete lotes regionais, com a obrigação de garantir cobertura em regiões atualmente desassistidas. As concessionárias deverão operar com central de monitoramento, call center e plataformas digitais integradas, assegurando o atendimento aos 645 municípios do estado.
A estimativa é de atendimento entre 305 mil e 400 mil veículos por ano, com cobertura de 100% das operações de remoção e custódia.
A nova modelagem prevê tarifas fixas, baseadas em estudos técnicos, além da cobrança de diárias úteis, caso o veículo seja retirado em até sete dias. O governo argumenta que essa medida reduzirá os custos para motoristas que buscam recuperar seus veículos rapidamente.
Além disso, há um incentivo com desconto de 25% na tarifa de custódia para proprietários que liberarem o veículo em até 7 dias.
Apesar da promessa de padronização e redução de custos, representantes do setor de guincho se opõem ao projeto. O SINGUESP, SEGRESP e APPAGESP lideram a mobilização, expressando preocupações sobre o impacto da concessão no mercado.
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