A lei que limita o uso de celulares nas escolas brasileiras atingiu um marco importante nesta terça-feira (13), com um ano de implementação. As primeiras avaliações indicam que a medida tem gerado impactos positivos no ambiente escolar, conforme apontam gestores e educadores.
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Avaliação Positiva por Gestores e Educadores
Christine Lourenço, diretora pedagógica do grupo Salta Educação, considera a restrição amplamente positiva, ressaltando o auxílio na recuperação do foco no processo de aprendizagem e no fortalecimento das relações humanas. Ela observa ambientes mais tranquilos, salas de aula com maior responsividade e uma rotina escolar menos fragmentada.
Embora a lei não resolva todos os desafios da educação contemporânea, ela estabeleceu condições significativamente mais favoráveis para o ensino e a aprendizagem.
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Impactos em Atenção, Engajamento e Convivência
Paulo Henrique Lopes de Aquino, diretor corporativo de educação da rede Santa Catarina, identifica três áreas de impacto: atenção, engajamento e convivência. Ele destaca a redução da fragmentação do raciocínio e o aumento da participação dos estudantes.
Ao diminuir o tempo de tela, a lei abre espaço para o desenvolvimento do pensamento crítico, da empatia e da autorregulação.
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Recepção Surpreendentemente Positiva
A adaptação de alunos e professores ocorreu de forma mais rápida do que o esperado, conforme relata Christine Lourenço. Apesar do receio inicial, a recepção foi “surpreendentemente positiva e marcada por um sentimento de alívio, especialmente entre o corpo docente”.
Maior Concentração e Engajamento
A concentração e o engajamento dos alunos têm sido consistentes. Christine Lourenço cita o aumento no tempo de atenção sustentada, o maior volume de questionamentos e o engajamento superior em atividades coletivas, resultando em maior fluidez na prática pedagógica em sala de aula.
Convivência e Bem-Estar
Do ponto de vista comportamental, houve um aumento significativo das interações presenciais. Paulo Henrique Lopes de Aquino destaca que o momento do intervalo voltou a ser um espaço de convivência real, com jogos coletivos e conversas, fundamentais para o desenvolvimento socioemocional.
A lei também mitiga comparações e a pressão das redes sociais, contribuindo para que os estudantes estejam mais presentes, menos ansiosos e mais conectados ao momento atual.
Conclusão: Uma Abordagem Formativa
A restrição ao uso de celulares não é apenas disciplinar, mas uma oportunidade de promover a saúde mental dos jovens. A escola deve ser uma extensão da família, e vice-versa. A lei abre espaço para projetos estruturados de educação digital, com diálogo constante entre escola e família, priorizando o desenvolvimento integral do estudante.
