Polícia Civil de SP investiga Layla Lima Ayub, delegada, em operação da Gaeco no Pará. Prisão em 16 de janeiro. Suspeitas de ligação com o PCC.
A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Gaeco do Pará, deflagrou a Operação Serpens, resultando na prisão da delegada Layla Lima Ayub, em 16 de janeiro. A investigação, conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, apura a atuação da delegada em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que aponta para vínculos pessoais e profissionais da delegada com integrantes da facção criminosa.
A investigação preliminar aponta para o exercício irregular da profissão de advogada por Layla Lima Ayub, além da suspeita de integrar organização criminosa, falsidade ideológica e associação para o tráfico. A delegada admitiu manter contato com o indivíduo conhecido como “Dedel”, que é membro do PCC.
O promotor Carlos Gaya afirmou que a delegada foi “cooptada” durante o contato com lideranças do PCC dentro dos presídios do Pará.
Dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) revelam que Layla Lima Ayub mantinha inscrição principal no Pará, vinculada à subseção de Marabá. Além disso, possuía uma inscrição suplementar no Espírito Santo, mecanismo utilizado quando o profissional atua regularmente em outro Estado.
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No entanto, essa inscrição suplementar está atualmente cancelada, enquanto a inscrição principal no Pará permanece regular. Registros do Tribunal de Justiça do Pará mostram que o nome de Layla figura em diversos processos em tramitação.
Entre os processos em que a delegada atuou, destacam-se ações penais por tráfico de drogas, associação para produção e tráfico, homicídio qualificado, ameaça, furto qualificado e crimes previstos no Sistema Nacional de Armas, além de autos de prisão em flagrante, inquéritos policiais e pedidos de habeas corpus envolvendo prisões preventivas.
Em uma das ações, na Vara Única de Anapu, Layla atuou como advogada de defesa em um caso de homicídio qualificado, representando o réu em audiência de instrução em dezembro de 2025.
Além de sua atuação como advogada, Layla Lima Ayub também teve envolvimento em ações administrativas contra o Estado do Espírito Santo. Em 2017, ingressou com uma ação para cobrar auxílio-alimentação na condição de policial militar, que foi julgada improcedente em 2021 e arquivada.
Em 2019, ajuizou uma nova ação buscando indenização por acidente de serviço, que também foi negada pela Justiça em 2022. Durante esse período, ela também foi alvo de um Inquérito Policial Militar, que foi arquivado pela Justiça Militar em 2021.
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