Marco Lavagna renuncia à chefia do Indec! Surpreendente saída do economista, que liderou o instituto desde 2019. Saiba mais!
O chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), responsável pela medição da inflação na Argentina, anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, 2. Marco Lavagna liderava o instituto desde 2019. A saída ocorreu após ele coordenar a reforma da metodologia de cálculo da inflação.
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O primeiro resultado com a nova metodologia está previsto para ser divulgado em 10 de fevereiro. Até o momento, os motivos da renúncia não foram oficialmente divulgados, gerando surpresa dentro da instituição.
“Consideramos a renúncia, apenas oito dias antes da divulgação do novo índice, extremamente surpreendente”, declarou Raúl Llaneza, representante dos trabalhadores do Indec. “Exigimos um Indec independente do poder político”, afirmou ao jornal La Nación.
Marco Lavagna, economista próximo ao líder da oposição peronista e ex-candidato à presidência, permaneceu à frente do Indec após a posse do presidente ultraliberal em dezembro de 2025. Sua continuidade foi vista como um fator de transparência e credibilidade para o órgão, responsável por divulgar os dados de inflação, principal indicador destacado pelo governo como prova de sucesso da política econômica.
A inflação anual caiu de 211,4% em 2023, ano em que Milei promoveu uma desvalorização de 50% do peso argentino, para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos. No entanto, a última leitura disponível, referente a dezembro, apontou alta mensal de 2,8%, dando continuidade a uma tendência de aceleração iniciada em junho do ano passado.
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Esses dados ainda foram calculados com a metodologia antiga, que passou por atualização para refletir com mais precisão a variação de preços na cesta de consumo. O novo modelo amplia o peso de despesas com moradia e serviços públicos. A metodologia anterior se baseava em uma cesta de preços de 2004, que não incluía gastos como telefonia móvel, internet ou TV a cabo.
Já o novo cálculo terá como base a pesquisa de renda e gastos das famílias realizada em 2017 e 2018 e seguirá recomendações internacionais, segundo o próprio Indec. No final de 2025, o instituto já havia registrado outras renúncias, em meio a conflitos internos relacionados aos baixos salários dos funcionários.
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