Laura Fernández Eleita Presidente da Costa Rica em Vitória Polarizadora
Laura Fernández, cientista política de 39 anos, obteve 48,3% dos votos nas eleições da Costa Rica deste domingo (1º). A vitória, oito pontos acima do necessário para vencer no primeiro turno segundo a apuração do Tribunal Supremo de Eleições (TSE), consolida a direita na América Latina, após recentes triunfos no Chile, Bolívia, Peru e Honduras.
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A disputa eleitoral também definiu a eleição de 57 deputados, com projeções indicando que Fernández contará com cerca de trinta parlamentares.
Modelo Bukele e Preocupações com Autoritarismo
A proposta de Fernández, que inclui a construção de uma prisão inspirada em modelos de gangues, além de aumentar penas e decretar estados de exceção, reflete a influência do presidente salvadorenho, Nayib Bukele. A estratégia, que visa combater o narcotráfico, tem gerado preocupações sobre um possível autoritarismo.
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A taxa de homicídios na Costa Rica atingiu um recorde de 17 por 100.000 habitantes durante o governo de Chaves, com sete em cada dez homicídios ligados ao narcotráfico, transformando o país em um centro logístico e de exportação de drogas.
Comemorações e Consolidação da Direita
Após a divulgação dos primeiros resultados, que mostraram uma ampla vantagem sobre o social-democrata Álvaro Ramos (33,4% dos votos), milhares de militantes do Partido Povo Soberano se reuniram em locais emblemáticos do país para comemorar. Caravanas de veículos com bandeiras turquesa e festas de rua foram organizadas em San José e outras cidades.
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A vitória consolida a direita na América Latina, após recentes triunfos no Chile, Bolívia, Peru e Honduras.
Preocupações com a Estabilidade Democrática
A Costa Rica, um país de 5,2 milhões de habitantes e um dos mais estáveis da região, elegeu Laura Fernández como a segunda mulher a governar o país, após o mandato de Laura Chinchilla, que também venceu no primeiro turno em 2010. O ex-presidente Óscar Arias, prêmio Nobel da Paz de 1987, alertou sobre o risco de que “maiorias eleitorais, por mais avassaladoras que sejam, não sejam salvo-conduto para silenciar as minorias nem para sufocar as vozes dissidentes”.
