A Latam Airlines Brasil anunciou a intenção de adquirir 41 novas aeronaves em 2026, um movimento estratégico para fortalecer sua operação. No entanto, a empresa ainda não divulgou quais rotas receberão os novos aviões, uma decisão que depende de fatores como a viabilidade operacional dos aeroportos e das condições tributárias, especialmente em relação ao ICMS, conforme declarado pelo CEO Jerome Cadier.
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Novos Aviões e Estratégia Internacional
A aquisição inclui 12 aeronaves do modelo E2 da Embraer, com início de operação previsto para o final de 2026, e três novos Boeing 787, destinados a voos de longa distância. Essa expansão faz parte da estratégia da Latam para ampliar sua atuação no mercado internacional.
A companhia aérea também continuará operando com a frota existente, baseada na família Airbus A320, que é essencial para as operações domésticas e voos internacionais de curta distância.
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Análise de Destinos e Desafios Tributários
Segundo Jerome Cadier, a definição dos destinos ainda está em análise, com a empresa buscando alinhar seus planos com as necessidades dos estados, considerando a infraestrutura aeroportuária e as particularidades do ICMS. A Latam não prevê a abertura de novos destinos internacionais neste ano, devido à alta demanda por capacidade.
A empresa está em conversas com os estados para entender as condições locais.
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Discussões sobre o Fnac e Estabilidade Regulatória
A expansão da frota ocorre em um momento de debates sobre o uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como fonte de financiamento para as companhias aéreas. Jerome Cadier avalia a iniciativa como positiva, mas ressalta a necessidade de um modelo que considere as diferentes realidades das três principais empresas do setor.
O contrato para a liberação de R$ 4 bilhões do Fnac já foi assinado, mas as empresas aéreas defendem ajustes no modelo. Além disso, a Latam acompanha com atenção a definição de pontos da reforma tributária que geram incertezas no setor aéreo, assim como a votação sobre a cobrança de bagagem no despacho.
