Em uma movimentação notável, diversas entidades que representam carreiras típicas de Estado se manifestaram em apoio ao presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kléber Cabral, após seu depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (20 de fevereiro de 2026).
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A intimação ocorreu em decorrência de críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Alexandre de Moraes determinou o depoimento remoto de Cabral. A Unafisco ressaltou que o caso está inserido no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e que, até o momento, permanece em sigilo e sem conclusão.
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Diversas entidades se posicionaram em defesa do dirigente. Entre elas, a Confederação Nacional dos Servidores Públicos de São Paulo, o Sindifisco Nacional, a Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado.
Em entrevista à GloboNews na quarta-feira (18 de fevereiro), Kléber Cabral afirmou que “é mais fácil investigar o PCC do que certas autoridades”. As críticas se concentram em declarações de Cabral e de seus familiares em relação à atuação do STF.
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Na terça-feira (17 de fevereiro), o ministro Alexandre de Moraes ordenou a apreensão de bens de quatro funcionários públicos do Fisco que estavam sob investigação.
A Unafisco divulgou uma nota oficial, reiterando o apoio a Cabral e enfatizando a importância de garantir o devido processo legal e as garantias constitucionais, bem como a liberdade de expressão e o exercício do mandato associativo.
Outras entidades, como o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado e a Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, também expressaram apoio, destacando a necessidade de preservar a autonomia das carreiras fiscais e a independência da Administração Tributária e Aduaneira.
A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) manifestou preocupação com a convocação de um dirigente associativo por declarações públicas, reforçando a proteção constitucional à liberdade de manifestação e à representação legítima de categoria.
A Delegacia Sindical de São Paulo do Sindifisco Nacional declarou solidariedade ao auditor-fiscal, reafirmando a defesa de uma Administração Tributária e Aduaneira técnica, autônoma e independente, e colocando-se à disposição para prestar apoio institucional.
