Reeleição de Kim Jong-un como Secretário-Geral do Partido Trabalhador
O líder norte-coreano Kim Jong-un foi reeleito secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia durante o 9º Congresso da legenda, ocorrido no domingo, 22 de fevereiro de 2026. A recondução consolida o controle político do dirigente sobre o país, que é governado por um partido único.
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A decisão foi formalizada após a aprovação por unanimidade de uma proposta que avalia os últimos cinco anos de gestão.
Segundo a agência estatal KCNA, a escolha de Kim representa uma “avaliação histórica” do período, refletindo a “vontade unânime” dos delegados, filiados e das Forças Armadas. A agência destaca que, sob sua liderança, houve avanços significativos na construção de um socialismo robusto, na consolidação da unidade interna e no fortalecimento das políticas econômicas e militares.
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A KCNA também enfatiza que a capacidade de dissuasão de guerra do país foi “radicalmente melhorada”, com as forças nucleares desempenhando um papel central. Além disso, a agência relata progresso na execução do plano quinquenal, na modernização da economia autossuficiente e em áreas cruciais como saúde, ciência, educação, esportes e cultura.
Kim Jong-un é descrito como o único dirigente capaz de representar a “invencibilidade” da República Popular Democrática da Coreia.
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Em fevereiro, Kim Jong-un participou da cerimônia de apresentação de lançadores múltiplos de foguetes de calibre 600 mm, projetados para disparar ogivas nucleares em direção ao Sul. A avaliação interna indica que o país superou uma crise econômica e consolidou a estabilidade política.
Durante o congresso, também foram eleitos membros do Comitê Central e aprovadas revisões nas regras partidárias, embora os detalhes das mudanças não tenham sido divulgados. Alguns líderes mais antigos deixaram de integrar o colegiado, conforme a cobertura.
O congresso, que reúne cerca de 5.000 delegados e ocorre a cada cinco anos, é acompanhado de perto pela Coreia do Sul, que busca sinais sobre as diretrizes internas e externas do país. Até o momento, as sessões se concentraram em balanços da gestão, sem anúncios de iniciativas políticas de grande alcance.
A Agência Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) informou que Kim Jong-un escolheu sua filha, Kim Ju-ae, como herdeira e já está preparando sua sucessão. O presidente da China, Xi Jinping, em nota divulgada pela agência estatal chinesa, felicitou Kim pela reeleição, afirmando que a escolha reflete a confiança do partido e da população norte-coreana e que Pequim manterá suas relações com Pyongyang.
