Keiko Fujimori anuncia candidatura à presidência do Peru após vitória judicial

Keiko Fujimori anuncia candidatura à Presidência do Peru. Ex-vice-presidente formaliza intenção de concorrer em abril. Decisão após rejeição de ação por lavagem de dinheiro

30/10/2025 22:11

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(Imagem de reprodução da internet).

Keiko Fujimori Anuncia Candidatura à Presidência do Peru

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, formalizou nesta quinta-feira (30) sua intenção de concorrer à presidência nas eleições peruanas de abril. A notícia surge após o Tribunal Constitucional do país rejeitar uma ação que a acusava de lavagem de dinheiro.

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A ex-vice-presidente tem participado das últimas três eleições presidenciais do Peru, sempre terminando em segundo lugar.

Sua última participação foi em 2021, quando perdeu para o candidato de esquerda, Pedro Castillo, que posteriormente enfrentou impeachment e foi preso em dezembro de 2022. A situação ocorreu após ele tentar dissolver o Congresso Nacional do Peru.

Anteriormente, Keiko Fujimori também perdeu as eleições de 2016 para Pedro Pablo Kuczynski, e em 2011 para Ollanta Humala, um ex-militar reformado. Esta será a primeira vez que ela se candidata à presidência após a morte de seu pai.

Alberto Fujimori faleceu em setembro de 2024, após cumprir 16 anos de uma sentença de 25 anos por crimes relacionados a violações dos direitos humanos, cometidos durante seu governo entre 1990 e 2000. Ele havia sido indultado humanitariamente.

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Uma investigação judicial em andamento, arquivada na semana passada pelo Tribunal Constitucional, envolvia acusações de uso de fundos ilegais de campanha em 2011 e 2016. O tribunal considerou que as acusações de lavagem de dinheiro não podem ser aplicadas retroativamente, devido à data de inclusão das leis no Código Penal peruano.

Durante o período da investigação, Keiko Fujimori passou quase 17 meses em regime de prisão preventiva. Promotores da acusação haviam solicitado uma pena de 35 anos, alegando que o partido de Fujimori e seus associados receberam recursos de fontes como a empresa brasileira Odebrecht (atual Novonor) e a holding financeira Credicorp.

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