Keeta vs. iFood e 99: Guerra Bilionária no Mercado de Delivery Brasileiro em 2026

iFood, 99 e Keeta: Guerra pelo Delivery Brasileiro Acelera em 2026! Investimento bilionário da Meituan ameaça o mercado, com disputas no Cade e impacto para consumidores e entregadores

27/02/2026 23:05

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Nova Fase de Disputa no Mercado de Delivery Brasileiro em 2026

O mercado brasileiro de delivery entrou em uma nova fase de disputa em 2026, com o iFood e a 99 se movimentando diante da expansão da Keeta, plataforma ligada ao grupo chinês Meituan. Essa entrada de um gigante global promete investimentos bilionários no país, mas também acirra a competição no setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Keeta e Meituan: Ameaça Estrangeira e o Debate Regulatório

A Keeta, pertencente à gigante chinesa Meituan, anunciou um investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) no Brasil entre 2025 e 2030. A meta inclui alcançar 15 regiões metropolitanas e até mil cidades. No entanto, a empresa alega que contratos de exclusividade dificultam o acesso a grandes redes de restaurantes, o que comprometeria a experiência do usuário.

A Keeta afirma que mais da metade das grandes redes estaria “bloqueada” por acordos com concorrentes.

O Cenário Atual: iFood, 99 e o Cade

O embate envolve contratos com restaurantes, investigações no Cade e um debate regulatório que pode mudar as regras do jogo no setor. Em 2023, o iFood assinou um termo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), proibindo exclusividade com redes que tenham mais de 30 lojas.

Ainda assim, a Keeta afirma que práticas restritivas continuariam ocorrendo. O caso voltou a ser debatido no Cade. Já a 99, tradicional no mercado, também ampliou atuação em entregas e alimentação. O movimento é visto como tentativa de fortalecer o ecossistema nacional diante da entrada agressiva da concorrente estrangeira.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impactos para Consumidores e Entregadores

Para o consumidor, mais concorrência tende a significar promoções e taxas menores. Entretanto, a consolidação de poucos players pode reduzir alternativas no longo prazo. Para os entregadores, o cenário é duplo, pois, de um lado, novas plataformas ampliam oportunidades.

De outro, o debate regulatório sobre remuneração mínima pode alterar o modelo atual. A disputa que começou nos bastidores agora ganha contornos públicos, com reflexos diretos no bolso de milhões de brasileiros.

Sobre o Autor

Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.