Kathy Ruemmler, diretora jurídica do Goldman Sachs, pediu demissão após escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Revelações chocantes abalam o setor financeiro! Saiba mais
A diretora jurídica do Goldman Sachs, Kathy Ruemmler, anunciou sua demissão ao CEO David Solomon na quinta-feira. A saída ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar novos documentos que detalham sua relação com o financista Jeffrey Epstein.
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Os registros mostram que Ruemmler aceitou presentes de Epstein e o orientou sobre como responder a questionamentos da imprensa em relação a possíveis irregularidades. A executiva nega ter conhecimento de condutas ilegais em curso. Segundo uma fonte ouvida pela imprensa americana, Ruemmler comunicou sua decisão a Solomon na quinta-feira, com a renúncia a partir de 30 de junho.
A saída de Ruemmler é considerada a mais relevante no setor bancário desde a divulgação do novo lote de documentos sobre Epstein, no mês passado. As revelações ampliaram o escrutínio sobre instituições financeiras que mantiveram relação com o financista mesmo após sua condenação em 2008 por aliciar uma menor de idade para prostituição.
Outros bancos também foram citados como alvo de investigação.
Documentos mostram que Ruemmler manteve comunicações frequentes com Epstein entre 2014 e 2019. Em 2019, ela o orientou sobre como responder a uma consulta da mídia sobre suposto tratamento jurídico privilegiado. E-mails também indicam que recebeu presentes como vinho, bolsa e itens de luxo.
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Em uma troca de mensagens de 2018, respondeu a um intermediário que “adoraria” ganhar uma pulseira Hermès para Apple Watch.
Registros citados nos documentos apontam ainda que Epstein tentou contato com Ruemmler por telefone no dia de sua prisão, em 6 de julho de 2019. Em anotações atribuídas a agentes federais, ele questiona: “Isso tem a ver com tráfico sexual? Isso tem a ver com menores de idade?” e afirma: “Isso é ruim, isso é muito ruim.” Epstein foi preso em julho de 2019 sob acusação de tráfico sexual e morreu no mês seguinte em uma cela em Manhattan.
A morte foi classificada como suicídio pelo médico-legista de Nova York.
A saída de Ruemmler ocorre em um momento de alta sensibilidade reputacional para os grandes bancos de Wall Street, pressionados por investidores e reguladores a reforçar controles internos e critérios de relacionamento com clientes. O Goldman ainda não anunciou quem assumirá o comando jurídico da instituição.
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