Kari Cobham: AVC, Liderança e Transformação em Jornalismo e Mídias Sociais

Kari Cobham, ex-hotelaria, retorna ao trabalho após AVC e lidera The 19th News, demonstrando resiliência e transformando desafios em aprendizado.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Aos 29 anos, Kari Cobham equilibrava uma carreira promissora em hotelaria com um cargo de liderança, mantendo um estilo de vida saudável e ambicioso. Sua vida tomou um rumo inesperado quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), um evento que alteraria drasticamente seu caminho profissional e pessoal.

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Retorno Precoce e Impacto

Poucas semanas após o AVC, sem licença remunerada e ainda em processo de recuperação, Kari retornou ao trabalho em regime de home office. A rotina de trabalho foi marcada por dificuldades de memória, confusão mental e extremo cansaço. Apesar das dificuldades, ela persistiu em manter o ritmo, sentindo-se pressionada pelo ambiente corporativo.

A falta de um departamento formal de Recursos Humanos e a dinâmica acelerada da equipe a deixaram vulnerável. Kari percebeu que estava “correndo em uma esteira rápida demais, sem perceber que tinha o poder de mudar a velocidade”. Esse momento foi um divisor de águas, levando-a a repensar sua abordagem de liderança.

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Liderança Consciente

Em pouco mais de um ano, Kari estava grávida e liderava a comunicação de inaugurações em uma empresa de hospitalidade. Mesmo com a saúde em recuperação, ela continuava a lidar com as pressões do cargo. A experiência a ensinou que a força de um líder reside em estabelecer limites, buscando o equilíbrio em vez da exaustão.

O episódio serviu como um ponto de inflexão, moldando a cultura que ela desejava promover nos ambientes em que atuava. Ela compreendeu que liderar não se tratava de resistir a todo custo, mas sim de ajustar o ritmo quando necessário.

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Aprendizados e Transformação

Posteriormente, Kari retornou ao jornalismo como executiva de mídias sociais em uma redação de TV em Orlando. Essa nova fase a envolveu a cobertura de um julgamento complexo, o caso George Zimmerman, e a responsabilidade de liderar uma equipe. Ela aprendeu que liderar em momentos difíceis não significa estar presente em todos os aspectos, mas sim garantir que a equipe tenha autonomia para agir com confiança.

Esses momentos foram cruciais para a construção de sua liderança, enfatizando a importância de confiar e delegar, em vez de controlar excessivamente.

Conclusão: Liderança como Ponte

Com o tempo, Kari migrou para o jornalismo independente, atuando atualmente como diretora de programas de bolsas de estudo no The 19th News, apoiando jornalistas e talentos de universidades historicamente negras. O AVC, a maternidade e os desafios profissionais demonstraram que uma crise não invalida uma liderança, apenas a reconfigura.

A vulnerabilidade se tornou uma ponte, o autocuidado um exemplo, e a empatia uma estratégia fundamental.

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