Justin Sun critica projeto ligado a Trump: “Não é descentralização!”

Justin Sun critica projeto ligado à família Trump por alegar falta de descentralização
Justin Sun, conhecido magnata das criptomoedas e criador do blockchain Tron, manifestou críticas públicas ao projeto World Liberty Financial. O projeto, que possui laços com a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo das alegações do empresário.
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Sun declarou ser um apoiador fervoroso de Trump e de sua postura favorável aos criptoativos. Contudo, ele alega ter sido ludibriado pelo World Liberty Financial. Segundo ele, o protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) contém uma função oculta de bloqueio de carteiras, conhecida como blacklist, que permite congelar fundos e, em tese, “confiscar ativos”.
Alegações de controle centralizado em DeFi
Sun criticou veementemente a funcionalidade do protocolo, afirmando que ela representa o oposto da descentralização. Ele descreveu o mecanismo como “uma porta secreta disfarçada de porta aberta”. O bilionário, cuja fortuna é estimada em US$ 10,3 bilhões pela Bloomberg, apontou falhas estruturais no sistema.
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Bloqueio de ativos e violação de direitos
A controvérsia entre Sun e a família Trump ganhou força em setembro do ano passado. Naquela época, o endereço de carteira de Sun foi bloqueado, impedindo-o de movimentar suas criptomoedas WLFI. Na ocasião, sua carteira continha 595 milhões de tokens, equivalentes a US$ 107 milhões.
Com a desvalorização do ativo desde então, o valor atual desse conjunto de ativos é um pouco superior a US$ 47 milhões. Sun declarou-se a principal vítima individual, alegando que o bloqueio de sua carteira WLFI em 2025 violou direitos básicos dos investidores e princípios de justiça do blockchain.
Desafio à governança do World Liberty Financial
Sun exigiu publicamente que o protocolo de finanças descentralizadas esclarecesse quem controla a única carteira privada (EOA) e o sistema de chaves por trás do contrato inteligente do WLFI. Ele apontou que os registros on-chain indicam um único EOA guardião, que também faz parte do multisig, responsável por colocar sua carteira na blacklist.
Para o empresário, isso significa que um único indivíduo detém o poder unilateral de congelar os bens de qualquer detentor de tokens. Consequentemente, ele argumentou que a governança comunitária e qualquer votação na rede não possuem valor real, classificando-as como “teatro”.
Reações e Contexto Legal
Em resposta às acusações de Sun, o perfil oficial do World Liberty Financial acusou o magnata de “se fazer de vítima” ao apresentar “alegações infundadas” para encobrir sua própria conduta irregular. O protocolo respondeu com um tom de desafio, mencionando que possuem provas e que se encontrarão na Justiça.
A imprensa internacional noticiou que, além da carteira de Sun, o World Liberty colocou outras 268 carteiras em sua blacklist antes do lançamento do token WLFI, sem fornecer justificativas para tais congelamentos. O projeto foi fundado por Zachary Folkman, Chase Herro, Alex Witkoff, Zach Witkoff, Eric Trump e Donald Trump Jr.
Vale lembrar que, em março, a SEC chegou a um acordo com a Tron e Sun referente a um processo de 2023, movido durante o governo Biden. Por este acordo, a Rainberry, empresa ligada à Tron, concordou em pagar US$ 10 milhões para encerrar investigações sobre violações de valores mobiliários e possível manipulação de mercado via wash trading.
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