Justin Carney declara que Canadá não busca acordo de livre comércio com a China. Premiê ressalta compromisso comercial e defesa da Otan.
Em 25 de janeiro de 2026, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Carney, declarou que seu país não planeja estabelecer um acordo de livre comércio com a China. Essa afirmação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), estar em negociações com a China.
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Carney enfatizou que o recente acordo com a China apenas diminuiu as tarifas em setores específicos que haviam sido impactados por essas tarifas anteriormente.
O premiê canadense destacou que, de acordo com os termos do acordo de livre comércio com os Estados Unidos e o México, existe um compromisso de não buscar acordos de livre comércio com economias não-mercantis sem notificação prévia. Ele reiterou a intenção de não firmar um acordo com a China ou qualquer outra economia não-mercantil.
Carney explicou que a medida tomada com a China visava corrigir problemas que surgiram nos últimos dois anos. Em 2024, o Canadá seguiu o exemplo dos Estados Unidos, impondo tarifas de 100% sobre carros elétricos importados de Pequim e 25% sobre aço e alumínio.
Além disso, foram aplicadas tarifas de 100% sobre óleo e farelo de canola canadenses e 25% sobre carne suína e frutos do mar.
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Durante um evento no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), Carney reduziu a tarifa canadense de 100% sobre carros elétricos chineses em troca de tarifas mais baixas sobre esses produtos canadenses. A tensão entre os vizinhos norte-americanos aumentou nas últimas semanas devido às ameaças dos EUA de controlar a Groenlândia.
Em 20 de janeiro, Carney fez uma declaração mais dura no Fórum Econômico Mundial em Davos, onde Trump discursaria no dia seguinte. Ele afirmou que o mundo está passando por um momento de ruptura, e não uma transição, e que as potências mundiais se beneficiam de uma lógica que subordina outros países por meio de instrumentos econômicos.
Carney também defendeu a autonomia da Groenlândia e reafirmou a fidelidade dos canadenses à Otan.
Em 21 de janeiro, durante sua fala em Davos, Trump disse que o Canadá “vive por causa dos EUA” e deveria agradecer por isso. No dia seguinte, Trump retirou o convite que havia feito a Carney para que o premiê participasse do Conselho da Paz, órgão criado pelos EUA para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, mas que, segundo Trump, assumiria o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
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