Justiça Argentina Determina Extradição de Brasileiros Condenados em Brasília

Justiça argentina decreta extradição de 5 brasileiros condenados por invasão aos Três Poderes em Brasília. Ana Paula de Souza, Wellington Firmino e Rodrigo de Freitas são os réus

04/12/2025 7:54

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(Imagem de reprodução da internet).

Extradição de Brasileiros Condenados na Argentina

A Justiça argentina determinou na quarta-feira, 3 de dezembro de 2025, a extradição de cinco cidadãos brasileiros, todos condenados por invasão e depredação dos edifícios dos Três Poderes em Brasília. Os réus, que receberam penas de 13 a 17 anos de prisão no Brasil, haviam fugido para a Argentina e foram presos em novembro de 2024.

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Os nomes dos envolvidos são: Ana Paula de Souza, Wellington Firmino, Rodrigo de Freitas, Joelton Gusmão Oliveira e Joel Borges Corrêa.

A audiência de julgamento foi conduzida pelo juiz Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal, em Buenos Aires. Cada um dos casos foi analisado individualmente. De acordo com informações do portal, a manutenção da prisão preventiva dos cinco indivíduos foi confirmada.

O documento com os fundamentos da decisão está programado para ser divulgado em 9 de dezembro, momento em que os réus poderão apresentar recurso à Suprema Corte argentina.

Os brasileiros foram representados por advogados argentinos, que argumentaram inocência e alegaram ter sido vítimas de perseguição política no Brasil. Rodrigo de Freitas, em sua declaração ao juiz, afirmou ser “uma pessoa de bem, não um criminoso”.

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Além disso, os acusados solicitaram refúgio político à comissão para refugiados da Argentina.

Caso o pedido de refúgio seja aceito, a extradição para o Brasil será automaticamente cancelada. O governo argentino já havia enviado, em junho de 2024, uma lista de suspeitos que estavam sob investigação em seu território. A Polícia Federal, na época, estimava que cerca de 180 pessoas envolvidas nos atos extremistas em Brasília estavam dispersas pelo país.

O pedido de extradição foi formalizado em outubro de 2024 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A situação demonstra a complexidade das investigações e a colaboração internacional no combate a crimes e atos extremistas.

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