Junta Militar celebra vitória “esmagadora” em Mianmar! Eleições sem oposição levantam suspeitas. Min Aung Hlaing assume como presidente. Saiba mais!
O partido da junta militar que governa Mianmar desde o golpe de Estado de 2021 anunciou ter obtido uma vitória esmagadora nas recentes eleições realizadas no país, sem oposição democrática. De acordo com a Comissão Eleitoral, controlada pelo Exército, o Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), que representa os militares, conquistou aproximadamente 300 das 420 cadeiras em disputa, entre as duas câmaras do parlamento.
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Essa performance garantiu ao USDP o apoio necessário para eleger os três vice-presidentes do novo governo, além do cargo de presidente, atualmente ocupado pelo general Min Aung Hlaing, líder da junta desde julho do ano passado.
Os resultados eleitorais, divulgados gradualmente pela junta, também indicam que outros partidos menores, ligados ao Exército, conseguiram cerca de 30 cadeiras. A situação política em Mianmar continua tensa, com a junta buscando normalizar suas relações com a comunidade internacional, apesar das sanções impostas por países como os Estados Unidos e a União Europeia, devido à repressão ao governo democraticamente eleito, liderado por Aung San Suu Kyi, que permanece presa desde o golpe.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e diversos países consideram as eleições como fraudulentas, devido à ausência de oposição democrática e à participação restrita de alguns municípios e bairros, controlados por grupos étnicos ou pró-democracia que resistem ao governo militar.
Esses grupos estão envolvidos em combates com o Exército pelo controle de territórios, em um conflito que se intensificou após o golpe.
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A junta militar enfrenta desafios significativos para consolidar seu poder e buscar o apoio da comunidade internacional. A resistência armada e a contestação das eleições continuam a gerar instabilidade no país, com consequências para a população civil e para a busca por uma solução política para a crise em Mianmar.
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