Julio Casares sob investigação: dívidas e possível impeachment no São Paulo

Julio Casares investigado pela Receita Federal enfrenta risco de impeachment no São Paulo. Dívida de R$ 115 mil e movimentações financeiras atípicas sob análise

16/01/2026 17:59

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(Imagem de reprodução da internet).

Dívida do Presidente do São Paulo e Possível Impeachment

De acordo com reportagem da ESPN, conduzida por Diego Garcia, o presidente do São Paulo, Julio Casares, enfrenta uma situação financeira delicada com a Receita Federal. O dirigente está sob investigação policial e a possibilidade de um processo de impeachment é considerada nesta sexta-feira (16).

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A reportagem detalha que Casares possui dívidas com o órgão, com parte de seu patrimônio sujeito a arrolamento. A dívida total, já com juros, era de R$ 175.025,83, reduzindo-se para R$ 115.438,56 atualmente. As pendências começaram em maio de 2023.

A Receita Federal iniciou o arrolamento dos bens de Casares no final de 2024. A apuração identificou pelo menos oito imóveis com restrições, incluindo cinco na cidade de São Paulo, com dois localizados na Avenida Paulista. Imóveis também foram registrados em Praia Grande, Porto Feliz e Jundiaí.

Além dos bens pessoais, empresas ligadas a Casares e familiares também tiveram registros na Receita Federal, acompanhados de protestos em cartório. A investigação policial pode levar a um processo de impeachment no clube nesta sexta-feira.

Movimentações Financeiras e Contestações

Relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas em contas de empresas e parentes próximos, durante o período investigado. Segundo informações, Casares recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

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Esses depósitos representaram quase metade da renda do dirigente nesse período, enquanto os salários pagos pelo clube corresponderam a apenas 19,3% da movimentação total. A defesa de Casares, por meio de sua assessoria, afirma que os arrolamentos são garantias pessoais relacionadas ao parcelamento de tributos federais.

A defesa também nega a existência de dívidas e garante que as movimentações financeiras têm origem lícita, sendo esclarecidas ao longo das investigações. A situação permanece sob análise e acompanhamento das autoridades.

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