Julio Casares enfrenta impeachment no São Paulo: investigação apura R$ 11 milhões. Grupos apoiam saída do dirigente do clube.
A situação política envolvendo Julio Casares na presidência do São Paulo Futebol Clube está em constante evolução. Recentemente, quatro grupos que antes apoiavam o dirigente retiraram seu suporte, impactando sua posição dentro do clube. Essas mudanças foram reportadas pelo UOL.
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Os grupos que deixaram de apoiar Casares incluem “Leia Mais”, “Vanguarda Tricolor”, “Participação São-paulina”, “Sempre Tricolor” e “Legião Tricolor”. Esses grupos representam um total de 125 dos 255 conselheiros do clube. Essa perda de apoio enfraquece a influência de Casares nos bastidores.
Votação de Impeachment Agendada
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, programou uma votação para o impeachment de Casares. A sessão está prevista para quarta-feira, 14, com início às 18h30. Para que o impeachment seja aprovado, é necessário o voto favorável de mais de dois terços dos conselheiros (171 votos dos 255 possíveis).
Após a votação, se aprovado, o vice-presidente Harry Massis Junior assumirá a presidência até a realização das eleições. A Assembleia Geral de Sócios do clube, com maioria simples, ratificará a decisão do Conselho Deliberativo em até 30 dias.
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Investigação em Andamento
A situação de Julio Casares se complica com uma investigação em curso. O Coaf identificou depósitos suspeitos na conta do dirigente, correspondendo a 47% de sua renda total entre janeiro de 2021 e novembro de 2025. Os depósitos, realizados de forma fracionada, estão sob investigação pela Polícia Civil, que apura possíveis desvios de dinheiro no clube.
O valor total sacado do clube foi de R$ 11 milhões. Casares justificou os depósitos como bonificações de campeonatos, mas o banco alertou o Coaf em 2023 sobre a irregularidade das operações. Os relatórios do Coaf embasam a investigação policial.
Defesa de Julio Casares
Através de nota oficial, os advogados de Julio Casares, Doniel Biaiski e Bruno Borragine, defenderam o dirigente, afirmando que as movimentações financeiras têm origem legítima e lastro compatível com sua capacidade financeira. Eles ressaltaram que Casares exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração, e que a origem e o lastro das movimentações serão detalhados nas investigações, apresentando provas e informações fiscais.
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