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Juliana Soares alerta: Ansiedade causa dor no peito em pronto-socorros

Dor no peito em pronto-socorros: ansiedade é causa comum. Estudo revela que 42% dos casos são motivados por ansiedade grave, com sintomas como taquicardia e dor no peito. Cardiologista Juliana Soares destaca a importância de identificar e tratar a ansiedade, que pode simular problemas cardíacos

Por: redacao

09/11/2025 19:55

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Dor no Peito: Ansiedade como Causa Comum em Pronto-Socorros

A dor no peito é um sintoma frequente em atendimentos de emergência, mas nem sempre está relacionada a problemas cardíacos. Um estudo recente, publicado na revista Academic Emergency Medicine em agosto, revelou que muitos casos são causados por ansiedade.

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A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos, analisou 375 pacientes com dor torácica de baixo risco e descobriu que 42% apresentavam ansiedade grave, frequentemente acompanhada de outras condições psicológicas tratáveis, como depressão, somatização, transtorno do pânico, baixa autoeficácia, transtorno de estresse pós-traumático e incapacidade funcional.

O estudo destaca a importância de identificar e tratar adequadamente essas condições para reduzir a necessidade de retornos desnecessários ao pronto-socorro. A cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita, ressalta que “até cerca de um terço dos pacientes que dão entrada na sala de emergência com dor de baixo risco tem um quadro de ansiedade associado”.

Ela enfatiza que a ansiedade é uma das principais causas de dor torácica de origem não cardíaca e frequentemente um dos diagnósticos mais comuns após a exclusão de problemas cardíacos.

Sintomas e Diferenciação

A ansiedade desencadeia mecanismos no organismo que liberam adrenalina e cortisona, levando a sintomas como taquicardia, sensação de dor no peito e espasmos musculares. A liberação de adrenalina também causa respiração rápida e sensação de falta de ar, simulando um quadro cardiológico.

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A cardiologista Juliana Soares explica que “a ansiedade gera sintomas físicos que são reais e intensos, por isso eles podem simular e parecer muito com um quadro de origem cardiológica”.

Reconhecimento e Abordagem

Apesar da alta prevalência, o reconhecimento da ansiedade no pronto-socorro ainda é limitado. “Ferramentas para identificação de quadros de ansiedade são pouco utilizadas em salas de emergência”, avalia a cardiologista. A primeira medida é descartar condições cardíacas com risco de morte, por meio de avaliação clínica, exames laboratoriais e eletrocardiograma.

Somente após a exclusão desses problemas é possível considerar a ansiedade como origem da dor.

Características Distintivas da Dor

Diferenciais importantes incluem: a dor em aperto ou pressão geralmente indica problemas cardíacos, enquanto a dor em pontada, difusa e de localização vaga tende a estar mais associada à ansiedade. A dor cardiológica costuma se concentrar na região retroesternal, enquanto a dor relacionada à ansiedade aparece mais no meio do peito.

Além disso, a dor cardiológica é frequentemente desencadeada por esforço físico e estresse emocional, enquanto a dor associada à ansiedade não tem uma correlação definida com o fator desencadeante.

Acompanhamento e Tratamento

Episódios recorrentes de dor no peito de baixo risco e ansiedade não se limitam a um único episódio. Dois terços dos indivíduos avaliados relataram episódios semanais ou diários. O acompanhamento ambulatorial, o tratamento psicológico e, quando indicado, o uso de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos são estratégias para reduzir o sofrimento e prevenir complicações emocionais. “É fundamental fazermos o encaminhamento ativo, ou seja, que o paciente seja orientado ainda no atendimento de emergência e encaminhado para um profissional habilitado a conduzir tratamento psicológico ou psiquiátrico”, observa a médica do Einstein. “O importante é avaliar o paciente todo.

Aqueles com múltiplas condições psicológicas precisam de avaliação holística, pois esses fatores estão interligados e influenciam diretamente a recorrência da dor e na qualidade de vida.”

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Autor(a):

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Bruno Pinheiro

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