Morte por intoxicação em academia de SP choca! Juliana Faustino, 27, faleceu após uso de piscina. Mistura de produtos químicos levanta alerta grave. Especialistas alertam para riscos de vapores perigosos. Saiba mais!
Uma morte por intoxicação após o uso de uma piscina localizada em academia na zona leste de São Paulo tem gerado preocupação sobre a mistura indevida de produtos químicos. A ocorrência, envolvendo a jovem Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que faleceu após uma aula de natação, levanta questões importantes sobre a segurança no uso de produtos de limpeza em ambientes aquáticos.
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O médico e toxicologista Álvaro Pulchinelli, diretor técnico da Toxicologia Pardini do Grupo Fleury, explicou que a tentativa de aumentar a eficácia da limpeza através da mistura de produtos nem sempre é segura. “Na prática, resulta na formação de substâncias incompatíveis que liberam vapores perigosos”, alertou.
Ele ressaltou que combinações comuns e altamente perigosas incluem a mistura de compostos à base de cloro, como o hipoclorito, com produtos desengordurantes, e a combinação de substâncias alcalinas, como a soda cáustica, com ácidos.
Pulchinelli enfatizou que a liberação de gases tóxicos é potencializada quando os produtos são utilizados em ambientes fechados e pouco ventilados. A temperatura e a umidade também contribuem para o problema, como no caso de banheiros, onde o uso de água quente do chuveiro favorece a liberação de vapores.
Produtos derivados de petróleo, que contêm solventes orgânicos, também representam um risco significativo.
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Para reduzir os riscos, o especialista recomenda seguir rigorosamente as instruções do fabricante, respeitando as diluições indicadas e evitando misturas caseiras. Garantir a ventilação adequada e o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, são medidas cruciais.
Produtos de uso profissional devem ser manuseados apenas por profissionais qualificados, enquanto o público em geral deve limitar-se aos produtos destinados ao uso doméstico.
Em caso de percepção dos primeiros sintomas, a orientação é abandonar imediatamente o local da exposição e procurar um ambiente ventilado. Quem for prestar socorro também deve ter cautela, pois há risco de intoxicação secundária. Se houver contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão.
Em caso de exposição ocular, lavar com água corrente. Não provocar vômito nem ingerir substâncias caseiras.
A morte de Juliana Bassetto também está sendo investigada em relação a falhas no tratamento da água da piscina da academia. Pesquisas da CNN Brasil, que consultou artigos de empresas do setor, indicam que o forte odor relatado pelas vítimas e a presença de reações químicas indevidas são sinais clássicos de problemas com a água.
A mistura de cloro com impurezas orgânicas, como suor, ou outros produtos químicos, pode gerar gases venenosos capazes de danificar o coração e o sistema respiratório. A utilização de cloro inorgânico, que reage mais rapidamente, é recomendada em ambientes cobertos, mas o uso em excesso ou a dissolução incorreta do produto comprometem a segurança dos banhistas.
Em caso de qualquer sintoma, procurar atendimento médico o mais rápido possível é fundamental. A rápida identificação e intervenção podem ser cruciais para minimizar os danos.
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