Juíza do Trabalho Aposentada Denuncia “Penduricalhos” e Revela Pagamentos Polêmicos no Judiciário

Juíza Claudia Márcia causa polêmica com honorários! Aposentadoria reacende debate sobre “penduricalhos” no Judiciário. Saiba mais!

28/02/2026 16:10

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(Imagem de reprodução da internet).

Aposentadoria de Juíza do Trabalho e o Debate sobre “Penduricalhos” no Judiciário

A juíza do trabalho aposentada Claudia Márcia de Carvalho Soares, que concluiu sua trajetória no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região aos 59 anos, reacendeu um debate sobre os pagamentos acima do teto constitucional recebidos por magistrados de primeira instância.

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A aposentadoria, que ocorreu em 2025, foi marcada por críticas ao termo “penduricalhos” utilizado para descrever esses valores, que incluem 13º salário, férias indenizadas e pagamentos retroativos. A situação levanta questões sobre a estrutura de remuneração no Poder Judiciário e a forma como os recursos são alocados.

Detalhes da Aposentadoria e Remuneração

Claudia Márcia recebeu R$ 128 mil em dezembro de 2025, um valor que superava em muito o teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19. Ao longo de 2025, ela acumulou R$ 709 mil, refletindo anos de contribuição e pagamentos acumulados. Esses valores, segundo a juíza, são essenciais para garantir o bom funcionamento da justiça do trabalho, especialmente em um cenário de alta carga processual e contato direto com os conflitos sociais.

Críticas ao Termo “Penduricalhos”

Durante uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), Claudia Márcia se manifestou contra o uso do termo “penduricalhos”, argumentando que não se tratava de benefícios desnecessários. Ela enfatizou que os valores são provenientes de “fatos geradores” definidos em resoluções internas do Tribunal.

A juíza também destacou que os salários máximos dos funcionários públicos sofrem descontos previdenciários e de Imposto de Renda, reduzindo o valor líquido recebido.

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Defesa da Estrutura do Judiciário

Em sua defesa, Claudia Márcia ressaltou a importância de considerar a estrutura do Judiciário, especialmente os graus da magistratura responsáveis pela maior carga processual e pelo contato direto com os conflitos sociais. Ela defendeu uma lógica estrutural coerente para a remuneração desses profissionais, buscando garantir a segurança jurídica e a eficiência do sistema.

Resposta da Juíza após a Notícia

Após a divulgação da reportagem pelo Poder360, Claudia Márcia se manifestou, afirmando que os valores recebidos não correspondem à sua “remuneração ordinária”. Ela explicou que os valores incluem “parcelas de naturezas distintas, salário regular, 13º e passivos administrativos acumulados ao longo de décadas e pagos de forma parcelada, sempre com autorização do Conselho Superior da Justiça do Trabalho”.

A juíza também se defendeu, alegando que suas falas no STF foram “distorcidas” e que tinham finalidade exclusivamente didática.

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