A juíza federal Margaret Garnett determinou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, que a acusação federal não poderá buscar a pena de morte contra Luigi Mangione, o homem acusado do assassinato de Brian Thompson, ex-CEO da UnitedHealthcare. A decisão, divulgada pela agência de notícias, representa um revés na estratégia do promotor federal.
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A magistrada rejeitou a acusação de homicídio que, em tese, poderia levar à aplicação da pena capital.
Foco na Perseguição
Garnett manteve apenas as acusações de perseguição contra Mangione, que, segundo a decisão, podem resultar em uma pena de prisão perpétua. A juíza argumentou que a pena capital seria tecnicamente inadequada para o caso.
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Dificuldades na Interpretação da Lei
Na decisão, a juíza admitiu que sua decisão pode parecer incomum, mesmo para profissionais do direito. Ela reconheceu que o resultado pode contrariar as intuições sobre o sistema penal. No entanto, enfatizou que a decisão reflete um esforço para aplicar fielmente as orientações da Suprema Corte, com o objetivo de garantir que a lei seja a única preocupação do tribunal.
Contexto do Crime e Acusado
O crime ocorreu em 4 de dezembro de 2024, perto de um hotel em Manhattan. Mangione foi identificado como o atirador após ser localizado em Altoona, Pensilvânia, a cerca de 450 km do local do crime. Testemunhas próximas ao acusado relatam que ele sofria de dores crônicas nas costas, o que impactava sua vida diária.
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A UnitedHealth Group negou qualquer relação com Mangione, afirmando não encontrar registros do indivíduo ou de seus pais em seus bancos de dados.
Informações Adicionais Reveladas
Um ex-colega de trabalho de Mangione informou que o acusado se ausentou do trabalho por dois meses, entre junho e julho de 2023, para tratar de seu problema de saúde. A polícia de Altoona encontrou um manifesto com as declarações de Mangione, que acreditava que a morte de Thompson era justificada pela “corrupção” da indústria de saúde dos Estados Unidos, conforme reportado pelo New York Times.
