Juiz em Nova York restringe provas contra Nicolás Maduro e aliados; o que muda?
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Juiz em Nova York Impede Compartilhamento de Provas no Caso de Nicolás Maduro
O juiz federal responsável pelo processo criminal contra Nicolás Maduro, em Nova York, emitiu uma nova determinação na terça-feira, dia 7. A ordem judicial proíbe que os advogados do líder venezuelano compartilhem provas do caso com outros réus que ainda estão foragidos.
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Em um documento judicial, o juiz Alvin K. Hellerstein determinou que o material probatório não pode ser compartilhado com nenhum réu que ainda não foi preso, nem com seus respectivos advogados. Ele ressaltou ainda que não seria necessário compartilhar tais provas para a preparação da defesa.
Decisão Favorece a Acusação e Exclui Réus Foragidos
Esta decisão judicial apoia a promotoria, que havia solicitado justamente a restrição do acesso às provas. A justificativa apresentada foi baseada nos potenciais riscos para as testemunhas e para o andamento da investigação.
A medida restritiva abrange outros réus que ainda não foram detidos, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o filho mais velho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra. A acusação dos EUA também inclui Cabello, Maduro Guerra e o político Ramón Rodríguez Chacín, todos os quais negam as acusações.
Acusações Contra Lideranças Políticas
O processo também acusa Héctor Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder do grupo criminoso Tren de Aragua. Esta gangue foi classificada como organização terrorista transnacional pelo governo do presidente americano Donald Trump.
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Contexto do Processo Judicial em Nova York
Este revés representa um novo contratempo para Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles foram detidos no início de janeiro em Caracas e transferidos para Nova York, onde permanecem há mais de 90 dias no Centro de Detenção Metropolitano, desde 3 de janeiro de 2026.
Ambos enfrentam acusações sérias, incluindo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, crimes dos quais se declararam inocentes. Em 26 de março, o juiz Hellerstein recusou o pedido de arquivamento feito pela defesa.
Dificuldades de Defesa e Custos Legais
A defesa alegou que o governo dos EUA estaria obstruindo a defesa ao não conceder uma licença que permitiria ao governo venezuelano custear os advogados. Embora o juiz, indicado pelo ex-presidente americano Bill Clinton, tenha mencionado uma decisão futura sobre o pagamento das despesas legais, ele deixou claro que isso não invalidaria o processo.
Durante a sessão, os promotores acusaram Maduro e Flores de “saquear a riqueza da Venezuela”, enquanto a defesa insistiu na incapacidade do casal de arcar com os custos. Hellerstein questionou ambas as partes sobre as implicações das sanções e a disponibilidade de outros recursos para cobrir os gastos com a defesa.
Situação Política Paralela na Venezuela
O andamento do processo judicial ocorre em um momento de grande turbulência política. Delcy Rodríguez já ultrapassou os 90 dias como líder interina da Venezuela, excedendo o limite estabelecido pela Suprema Corte após a prisão de Maduro.
Segundo a Constituição venezuelana, o vice-líder, cargo que Rodríguez ocupava anteriormente, deve assumir o comando por um período máximo de 90 dias quando o líder estiver temporariamente ausente. A Assembleia Nacional tem a prerrogativa de estender esse período interino por mais 90 dias, caso considere necessário.
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