Juiz de Fora em Crise: Fim das Buscas Após Tragédia Devastadora no Morro do Cristo

Juiz de Fora chora: corpo de Pietro é encontrado após buscas devastadoras! 💔 Operações encerradas em busca de vítimas das chuvas. Descubra o drama!

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(Imagem de reprodução da internet).

Buscas Encerradas em Juiz de Fora Após Chuvas Devastadoras

As operações de busca e salvamento em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, foram oficialmente encerradas nesta segunda-feira (1º). O corpo do menino Pietro, de 9 anos, foi encontrado na noite de sábado (28) no bairro Paineiras, marcando o fim da busca por vítimas das intensas chuvas que atingiram a região.

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Até então, o número de mortos era de 72, conforme atualização da Polícia Civil do estado.

Desabamento no Morro do Cristo Gera Pânico e Perdas

O deslizamento de terra do Morro do Cristo, ocorrido durante a tempestade de segunda-feira (23 de fevereiro), no Bairro Paineiras, causou um cenário de destruição. A área, com casarões antigos e prédios residenciais, foi palco de um deslizamento que atingiu imóveis e resultou em vítimas.

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A Defesa Civil orientou a retirada das famílias devido ao risco de novos desmoronamentos, especialmente pela instabilidade da encosta do Morro do Cristo.

Relato de Testemunha: “Um Rio de Lama”

Guilherme Belini Golver, um engenheiro civil desempregado que reside em um casarão na rua atingida, descreveu o momento do desabamento. “Quando eu saí, já havia muita água, parecia um rio, de cor assim, amarronzada. Tava igualzinho um rio”, relatou.

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Ele saiu por volta das 22h10 para buscar sua filha na faculdade. Cerca de 20 minutos depois, recebeu a ligação de um vizinho, informando sobre a tragédia.

Impacto e Medidas de Segurança

A família de Guilherme tem retornado ao imóvel apenas para tentar limpar a lama e vigiar a casa, que ficou vulnerável após o impacto da terra. “A Defesa Civil pediu para a gente sair porque não se sabe a gravidade, né? Não sabe se pode vir mais alguma coisa lá do Morro do Cristo”, disse.

A instalação de contenções há 40 anos, devido a pequenas pedras que desciam da encosta, foi um dos esforços para evitar novos episódios, mas a instabilidade persistiu.

Vítimas e Desabrigados

Em outra rua, um policial penal que morava ali há cerca de quatro meses morreu durante o deslizamento. A poucos metros do casarão de Guilherme, três prédios residenciais alugados por uma mesma família também foram atingidos. Um dos apartamentos era ocupado por Paulo Barbosa Siqueira, de 25 anos, que estava fora quando o desabamento ocorreu, por volta das 22h50. “No momento eu tinha ido buscar minha irmã no serviço por causa da chuva.

Quando curvei aqui para entrar no prédio, já tinha caído tudo”, conta Barbosa.

Improviso e Desespero

Moradores improvisaram uma rota de fuga entre apartamentos para escapar. “Teve gente que pulou de dois apartamentos para poder ir para o outro. Aí a gente fez o caminho. Isso, salvamos todo mundo. Ninguém veio ajudar a gente. Eu e um policial militar que fizemos o caminho para salvar todos”, relata Paulo.

Um vizinho, que trabalhava como policial penal, também morreu no episódio. “A gente perdeu um policial do nosso prédio.”

Dificuldades e Perdas

Desde então, os moradores aguardam autorização para entrar nos imóveis e retirar documentos e pertences. O acesso permanece interditado por risco estrutural: “A gente quer pegar o básico, documento, roupa. A gente está sem nada, de favor na casa dos outros.

A gente está usando roupa dos outros. Sem nada para comer.” Paulo afirma que, até então, não havia um posicionamento formal sobre a situação dos prédios: “Até agora a Defesa não deu um parecer para a gente, nem bombeiro.” Ele relata dificuldades para se alimentar e dormir desde a tragédia. “Desde o dia do acontecimento, eu não como, não consigo comer.

Nem dormindo direito a gente está.”

Saques e Necessidades Humanitárias

Moradores também denunciam saques durante a madrugada nos imóveis interditados. “Porque de madrugada, quando o pessoal para de trabalhar, estão vindo roubar, saquear nosso prédio. Os deslizamentos no Paineiras atingiram dois pontos distintos, em ruas próximas.

Em uma delas, onde ficam casarões e prédios de classe média, ocorreram danos estruturais e uma morte. Na rua seguinte, equipes de resgate atuaram intensamente após registros de vítimas e desaparecimento, incluindo o caso de Pietro, de 9 anos, encontrado no sábado.

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