Juiz de Fora em Crise: Desabrigados Lutam pela Sobrevivência e Busca por Ajuda Urgente
Juiz de Fora enfrenta crise humanitária! Desabrigados, como Daniele Saldanha, buscam abrigo após deslizamentos. Milhares sofrem e a situação é urgente. Saiba mais!
Desabrigados em Juiz de Fora Buscam Ajuda em Meio à Crise
Na Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora, a rotina de Daniele Saldanha, auxiliar de cozinha, se transformou em uma luta diária para organizar a vida após a perda de sua casa. Com seis filhos e um pai idoso, ela improvisa um espaço de vida entre cadeiras, colchonetes e um tapete de borracha infantil, resultado da ordem da Defesa Civil que declarou a estrutura em que morava no Alto Grajaú, zona leste da cidade, insegura.
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O deslizamento de terra no barranco próximo deixou apenas uma coluna sustentando o que restou da residência.
“É muito difícil, principalmente com tantas crianças. Tentamos distraí-las com a televisão, mas a situação é muito preocupante. Estamos nos ajeitando como podemos, esperando por notícias sobre um lugar para morar”, relata Daniele, expressando a angústia e a incerteza que permeiam a situação.
A dependência do auxílio-desemprego para arcar com as contas mensais agrava ainda mais a situação.
Poucas horas após a entrevista, a prefeitura de Juiz de Fora comunicou a transferência do abrigo da Escola Murilo Mendes para a Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, também na zona leste, devido a questões de segurança. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais reportava, na época, um total de 3 mil desabrigados em Juiz de Fora e 26 em Ubá, cidades afetadas por deslizamentos de terra iniciados na segunda-feira (23).
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O número de mortos já havia atingido 47, com 20 pessoas ainda desaparecidas.
Diante da calamidade, a comunidade se mobilizou. A presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Juiz de Fora, Flávia Gonzaga Costa, criou um ponto de apoio em um espaço comercial no bairro Industrial, próximo ao Rio Paraibuna, que transbordou durante a semana.
O grupo de Flávia conseguiu botes para levar água e alimentos às áreas ilhadas do bairro. “Estamos recebendo um volume enorme de doações. Estamos distribuindo almoço e jantar para os desabrigados e para os trabalhadores”, explica Flávia. “Os moradores que conseguem chegar até aqui chegam com barro na canela e pedem rodo, vassouras, material de limpeza e água sanitária.”
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