Ministério Público Venezolano Anuncia Prisão de Juan Pablo Guanipa por Violação das Condições da Libertação
O Ministério Público da Venezuela anunciou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, que o opositor Juan Pablo Guanipa foi novamente preso, desta vez por descumprimento das condições estabelecidas em sua libertação anterior. Em comunicado oficial, o órgão enfatizou que as medidas cautelares, previamente acordadas com os tribunais, dependem estritamente do cumprimento das obrigações impostas.
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O Ministério Público solicitou formalmente aos tribunais que considerem a adoção de um regime de prisão domiciliar para o político.
Reações e Acusações de Sequestro
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, classificou a detenção de Juan Pablo Guanipa como um “sequestro”. Em postagens na rede social X, ela afirmou que o político foi levado à força no bairro de Los Chorros, em Caracas, por homens armados e não identificados, que chegaram em quatro veículos.
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Ela exigiu sua libertação imediata.
Testemunhos e Circunstâncias da Detenção
Ramón Guanipa, filho do político, também compartilhou sua versão dos fatos na rede social X, relatando que seu pai foi abordado por dez homens fortemente armados. A situação levanta dúvidas sobre as circunstâncias da detenção e a segurança do político.
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Anistia e Contexto Político
A soltura de Juan Pablo Guanipa faz parte de um processo mais amplo de anistia para presos políticos implementado pela presidente interina da Venezuela (Movimento Social da Venezuela, partido de esquerda), após a queda do regime de Nicolás Maduro. Esse processo de libertação de presos políticos começou há um mês, após uma operação militar que envolveu forças armadas venezuelanas em território nacional.
Antecedentes e Acusações
Juan Pablo Guanipa foi detido em 23 de maio de 2025, sob acusações de participação em uma conspiração contra as eleições para governadores e congressistas. Durante seu período de prisão, ele também enfrentou acusações de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio.
Sua última aparição pública ocorreu em 9 de janeiro de 2025, durante uma manifestação contra a posse de Maduro após as eleições de julho de 2024, que foram contestadas pela oposição e não receberam reconhecimento de órgãos internacionais.
