Bancos Suspende Apoio Financeiro à Argentina
Pessoas próximas às negociações informaram ao The Wall Street Journal que o JP Morgan, Bank of America (BofA) e Citigroup suspenderam a oferta de um pacote de empréstimos ao governo argentino. A medida ocorre em um momento de pressão financeira sobre o país.
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Novo Pacote de Empréstimos em Avaliação
Segundo o jornal, os bancos estão considerando um pacote de empréstimos menor e de curto prazo, avaliando a possibilidade de fornecer cerca de US$ 5 bilhões à Argentina por meio de um “repurchase agreement (repo)”. Nesse modelo, o país entregaria uma carteira de ativos em troca de dólares, visando cobrir um pagamento de dívida de aproximadamente US$ 4 bilhões previsto para janeiro.
O governo de Javier Milei buscaria, posteriormente, levantar bilhões no mercado de títulos para liquidar o “repo”, embora essa estratégia envolva riscos, especialmente se as condições de mercado se deteriorarem e a Argentina não conseguir emitir novos papéis.
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Falta de Transparência e Críticas
As conversas ainda estão em fase preliminar e podem ser alteradas ou até mesmo fracassar. O ministro das Finanças argentino, Luis Caputo, se comprometeu a atualizar o mercado sobre as estratégias para reforçar as reservas internacionais até o início de dezembro.
Ex-integrantes do Tesouro têm criticado publicamente a falta de transparência em relação ao apoio financeiro dos EUA à Argentina, argumentando que essa abordagem difere de práticas anteriores, como no caso do México nos anos 1990. “Basicamente, não há informações sobre como esse dinheiro está sendo usado”, disse Brad Setser, pesquisador sênior do Council on Foreign Relations e ex-secretário adjunto do Tesouro durante a administração Obama, ao WSJ.
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Swap Cambial e Apoio dos EUA
Os EUA também enviaram cerca de US$ 900 milhões à Argentina por meio de “direitos especiais de saque”, um instrumento de reserva do FMI, segundo fontes e dados do Fundo. “Os Estados Unidos continuam confiantes no compromisso do presidente Milei e do ministro Caputo com os princípios essenciais enquanto trabalham para ‘Fazer a Argentina Grande Novamente’”, disse um porta-voz do Tesouro.
Dados do Banco Central da Argentina mostram um aumento de US$ 2,5 bilhões em swaps de curto prazo entre o fim de setembro e outubro. O BC não comentou, segundo o WSJ. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, em publicação no X em 29 de outubro, disse que a “ponte econômica argentina agora gerou lucro para o povo americano”.
