JP Morgan Aponta Crescimento de 2,6x no Patrimônio Líquido do Bradesco

JP Morgan destaca potencial de crescimento do Bradesco com retenção de dividendos. Relatório estima aumento de R$ 54 bilhões no patrimônio líquido tangível.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Análise do JP Morgan Sobre o Bradesco e o Potencial de Crescimento do Patrimônio Líquido Tangível

Um relatório do JP Morgan apresenta uma análise detalhada sobre o Bradesco, destacando o potencial de crescimento do seu patrimônio líquido tangível caso o banco adotasse uma política de retenção de dividendos mais conservadora. A instituição financeira estima que, ao reter os lucros distribuídos em dividendos entre 2021 e 2024, o Bradesco poderia aumentar significativamente seu patrimônio líquido, elevando-o de aproximadamente R$ 34 bilhões para cerca de R$ 88 bilhões, um crescimento de 2,6 vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O estudo do JP Morgan considera um cenário hipotético, utilizando um valor de R$ 36 bilhões em dividendos não pagos. A análise demonstra que a retenção desses recursos fortaleceria a estrutura de capital do banco, elevando o patrimônio líquido e, consequentemente, o retorno sobre o patrimônio (ROE).

A instituição financeira avalia que a política de distribuição de dividendos, que atingiu cerca de 60% nos últimos dois anos para maximizar os benefícios fiscais, tem sido um fator limitante para o crescimento do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos principais pontos levantados no relatório é a influência dos Ativos Fiscais Diferidos (DTA) no Bradesco. A instituição financeira estima que esses ativos, que representam impostos pagos antecipadamente, geram uma diferença de aproximadamente 500 pontos-base no ROE em relação ao Itaú (ITUB4).

Além disso, o JP Morgan avalia que os DTA podem se tornar um entrave para o capital ao longo do tempo, impactando negativamente a capacidade de investimento do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

O relatório também considera o cenário atual do Bradesco, com o P/BV (Preço sobre Valor Patrimonial) em torno de 1,2 e o P/E (Preço sobre Lucro) em aproximadamente 7 vezes a projeção de lucro para 2026, que o JP Morgan estima em R$ 28,2 bilhões.

A instituição destaca que, apesar do DTA ser visto como um obstáculo no curto prazo, ele também pode ser um impulsionador de resultados se utilizado de forma gradual. O Bradesco possui uma política de distribuição mínima de 30% do lucro, mas tem pago cerca de 60% nos últimos anos.

Sair da versão mobile