JP Morgan destaca potencial de crescimento do Bradesco com retenção de dividendos. Relatório estima aumento de R$ 54 bilhões no patrimônio líquido tangível.
Um relatório do JP Morgan apresenta uma análise detalhada sobre o Bradesco, destacando o potencial de crescimento do seu patrimônio líquido tangível caso o banco adotasse uma política de retenção de dividendos mais conservadora. A instituição financeira estima que, ao reter os lucros distribuídos em dividendos entre 2021 e 2024, o Bradesco poderia aumentar significativamente seu patrimônio líquido, elevando-o de aproximadamente R$ 34 bilhões para cerca de R$ 88 bilhões, um crescimento de 2,6 vezes.
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O estudo do JP Morgan considera um cenário hipotético, utilizando um valor de R$ 36 bilhões em dividendos não pagos. A análise demonstra que a retenção desses recursos fortaleceria a estrutura de capital do banco, elevando o patrimônio líquido e, consequentemente, o retorno sobre o patrimônio (ROE).
A instituição financeira avalia que a política de distribuição de dividendos, que atingiu cerca de 60% nos últimos dois anos para maximizar os benefícios fiscais, tem sido um fator limitante para o crescimento do banco.
Um dos principais pontos levantados no relatório é a influência dos Ativos Fiscais Diferidos (DTA) no Bradesco. A instituição financeira estima que esses ativos, que representam impostos pagos antecipadamente, geram uma diferença de aproximadamente 500 pontos-base no ROE em relação ao Itaú (ITUB4).
Além disso, o JP Morgan avalia que os DTA podem se tornar um entrave para o capital ao longo do tempo, impactando negativamente a capacidade de investimento do banco.
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O relatório também considera o cenário atual do Bradesco, com o P/BV (Preço sobre Valor Patrimonial) em torno de 1,2 e o P/E (Preço sobre Lucro) em aproximadamente 7 vezes a projeção de lucro para 2026, que o JP Morgan estima em R$ 28,2 bilhões.
A instituição destaca que, apesar do DTA ser visto como um obstáculo no curto prazo, ele também pode ser um impulsionador de resultados se utilizado de forma gradual. O Bradesco possui uma política de distribuição mínima de 30% do lucro, mas tem pago cerca de 60% nos últimos anos.
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