Jovens brasileiros priorizam emprego e políticas sociais: pesquisa da FES Brasil aponta desafios urgentes. Estudo revela preocupações com pobreza, desemprego e desigualdade
Para 55% dos jovens brasileiros, o Estado deve priorizar a garantia de políticas de emprego, seguido por políticas sociais (46%) e medidas relacionadas à segurança cidadã (27%). Esses dados são provenientes de uma pesquisa intitulada “Juventudes: um desafio pendente”, divulgada em 5 de novembro de 2025 pela Fundação Friedrich Ebert Brasil (FES Brasil).
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O estudo completo está disponível em formato PDF (763 kB). A pesquisa também revelou que 61% dos jovens identificam a pobreza, o desemprego e a falta de acesso a direitos como o principal problema a ser enfrentado.
Em ordem de importância, as principais preocupações identificadas pelos jovens são: pobreza, desemprego e falta de acesso a direitos (61%), consumo de drogas (45%) e corrupção (34%). A pesquisa destaca a complexidade dos desafios enfrentados pela população jovem brasileira.
A pesquisa indica que 58% dos jovens avaliam positivamente a educação recebida. No entanto, a promessa de ascensão social através da escolaridade e do trabalho digno não se concretiza para muitos, especialmente para a população negra, mulheres e indivíduos de classes mais baixas.
Apenas 29% dos jovens pretos e 32% das mulheres relataram possuir empregos estáveis.
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Adicionalmente, 45% dos entrevistados pertencentes às classes mais baixas estavam desempregados ou em busca de oportunidades de trabalho. Esses dados refletem o impacto das desigualdades estruturais e das reformas implementadas, evidenciando desafios persistentes na garantia de oportunidades para todos os jovens brasileiros.
A pesquisa também revelou que a maioria dos jovens brasileiros presta atenção às notícias de maneira regular: 60% consomem diariamente e 33% algumas vezes na semana. As redes sociais são o canal predominante para buscar informações, sendo mencionadas por 57% dos jovens.
A televisão (45%) e o YouTube (30%) também são fontes de informação relevantes. Apenas 10% dos entrevistados mencionaram o uso da rádio, enquanto 2% afirmaram nunca consumir notícias.
Em relação ao engajamento político nas redes sociais, os dados mostram um baixo percentual de participação. O WhatsApp (10%) e o Instagram (9%) são os canais mais utilizados para se pronunciar sobre política, sugerindo que as redes sociais são frequentemente utilizadas como fontes passivas de informação, em vez de canais de expressão política.
Isso pode refletir uma combinação de fatores, como a falta de confiança nas redes sociais para debates políticos ou preferências por outras formas de participação cívica.
A pesquisa “Juventudes: um desafio pendente” oferece um retrato das preocupações e prioridades dos jovens brasileiros, destacando a necessidade de políticas públicas que abordem as desigualdades estruturais e promovam oportunidades de emprego e acesso a direitos.
Os resultados da pesquisa indicam a importância de compreender as formas como os jovens buscam informações e se engajam politicamente, visando fortalecer a participação cívica e o desenvolvimento social do país.
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