Jovem Pan News destaca expansão do Índice Carbono Eficiente (ICO2) com 65 empresas na bolsa brasileira. Aumento impulsiona práticas de gestão de emissões e governança climática
A Jovem Pan News divulgou a carteira 2026 do Índice Carbono Eficiente (ICO2), que agora inclui 65 empresas listadas na bolsa brasileira. Esse aumento de quatro empresas em relação ao ciclo anterior demonstra uma maior adesão de empresas a práticas de gestão de emissões e governança climática, impulsionada pela crescente pressão de investidores e do mercado internacional.
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Criado em 2010, o ICO2 visa incentivar as empresas a monitorar, divulgar e reduzir suas emissões de carbono. Diferentemente de índices que se baseiam apenas em declarações ambientais, o indicador combina dados de emissões com o desempenho econômico das empresas, avaliando a intensidade de carbono em relação à receita e o nível de transparência das informações reportadas.
O índice considera critérios como inventários de emissões, estratégias de redução de carbono, a qualidade da divulgação de dados climáticos e o envolvimento da alta liderança nas decisões relacionadas ao tema. O objetivo é identificar empresas mais preparadas para lidar com os riscos associados à transição para uma economia de baixo carbono.
A expansão da carteira em 2026 ocorre em um momento em que o risco climático deixa de ser uma questão puramente ambiental e é reconhecido como um risco financeiro. Eventos climáticos extremos, mudanças regulatórias e a exigência de investidores institucionais influenciam diretamente o valor de mercado e o acesso a capital.
O ICO2 serve como ferramenta de comparação para investidores que buscam ativos alinhados a critérios ambientais, sociais e de governança.
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Apesar do crescimento, especialistas avaliam que o índice ainda está longe de refletir uma transformação profunda do mercado brasileiro. A maioria das emissões corporativas permanece concentrada em setores intensivos em carbono, e a adoção de metas climáticas robustas ainda é desigual.
O desempenho do ICO2 em 2026 reforça uma tendência global: a gestão do risco climático deixou de ser um diferencial reputacional e se tornou uma exigência estratégica.
Para o mercado, a mensagem é clara: empresas que não incorporarem o risco climático à tomada de decisão podem ficar para trás em um ambiente cada vez mais regulado e atento à sustentabilidade.
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