Erfan Soltani, um jovem de 26 anos, foi detido em sua residência, apenas seis dias após sua apreensão. Soltani é um alvo da repressão do governo iraniano, impulsionada pela crise econômica e pela desvalorização do rial, o que alimenta as manifestações contra o regime aiatolás.
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O indivíduo, residente no distrito de Fardis, na cidade de Karaj, trabalhava na indústria de vestuário e recentemente havia ingressado em uma empresa privada do setor.
Conhecidos descrevem Soltani como um entusiasta por moda e estilo pessoal. Ele mantinha um perfil discreto nas redes sociais, demonstrando interesse por musculação, esportes e um estilo de vida simples. A situação reflete as tensões sociais e econômicas que motivam os protestos no Irã.
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A prisão ocorreu na quinta-feira (8), após Soltani participar das manifestações que se intensificaram no país. Fontes do IranWire relatam que o jovem recebia mensagens ameaçadoras de forças de segurança e estava sob vigilância, mas se recusou a abandonar os protestos.
As manifestações, originadas em diversas cidades contra o aumento do custo de vida, evoluíram para questionar o regime teocrático instaurado em 1979.
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Durante três dias, a família de Soltani não recebeu informações sobre seu paradeiro até que agentes de segurança informaram sobre sua custódia e sentença de morte. A acusação formal é de Moharebeh, interpretado como “ódio contra Deus” ou “guerra contra Deus”, frequentemente utilizado para justificar a pena capital.
Organizações humanitárias, como a Hengaw e fontes próximas à família, denunciam a ausência de devido processo legal, com Soltani sem acesso a advogados e sem audiência judicial pública.
A família de Soltani enfrenta extrema pressão, inclusive por um parente próximo, advogado, que tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado. As autoridades informaram que não haveria processo para análise e que qualquer pessoa presa em protestos seria executada.
A família recebeu apenas uma visita de despedida de 10 minutos.
A execução iminente de Soltani ocorre em um cenário de violência crescente. A Human Rights Activists News Agency (HRANA) relata que mais de 18 mil pessoas foram detidas. O número de mortos varia conforme a fonte: um membro do governo iraniano citou à Reuters cerca de 2.000 óbitos, enquanto organizações de direitos humanos estimam mais de 2.400 vítimas fatais.
A situação gerou reações internacionais.
