O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), declarou que não acredita que o escândalo envolvendo o Banco Master represente uma ameaça à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil, realizada na terça-feira, 27, Guimarães enfatizou que o caso é de competência do Banco Central e da Polícia Federal, e não do governo.
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Banco Central e Polícia Federal Responsáveis
O parlamentar ressaltou que as tratativas de suspensão das atividades do Banco Master e as investigações conduzidas pela Polícia Federal são as principais instâncias envolvidas no desfecho do caso. “Não é uma questão de governo”, afirmou, reforçando que a responsabilidade primária recai sobre as instituições mencionadas.
Agenda Econômica e Social Prioritária
Guimarães também assegurou que o governo continuará com sua agenda econômica e social, independentemente do escândalo. Ele considerou que o caso do Banco Master pode ter impactos em outras áreas da República, mas não representa um risco direto para a gestão atual, especialmente considerando as ações do Banco Central e da Polícia Federal.
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Oposição e CPI: Uma Visão Contrária
O líder do governo na Câmara manifestou sua oposição à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo do Banco Master. Guimarães argumentou que, historicamente, as CPIs tendem a iniciar com boas intenções, mas frequentemente terminam de forma negativa. Ele expressou sua visão de que a instalação de uma CPI nesse caso não é necessária, pois o Banco Central e a Polícia Federal estão conduzindo as investigações de forma independente.
Diálogo e Avaliação da CPI
Apesar de sua oposição, Guimarães declarou que o governo dialogará com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para apresentar sua posição contrária à formação de uma CPI. Ele ponderou que, se o governo estivesse tentando encobrir qualquer irregularidade ou erro envolvendo figuras ligadas ao Banco Master, a Polícia Federal não estaria atuando com a mesma determinação. “Nós vamos dialogar”, concluiu.
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