Textor Sai da Holding Controladora do Grupo de Clubes
A arena do futebol brasileiro e europeu acaba de ganhar um novo capítulo, com a demissão de John Textor. O empresário americano, que por anos se apresentou como o principal visionário por trás de um grupo de clubes com múltiplas propriedades, perdeu o cargo de diretor da holding que controlava seus investimentos.
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A decisão foi tomada pela Ares Management, a principal credora do conglomerado de clubes. A mudança teve efeito imediato, e Textor deixa o Lyon. A situação não surgiu por falta de tentativas, pois ele mesmo buscou uma manobra para retomar o controle, revogando diretores independentes.
No entanto, o conselho do grupo respondeu com uma decisão rápida e firme – horas depois, Textor também foi removido da diretoria da holding.
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Apesar de prometer lutar na justiça para reverter o quadro, a situação atual é extremamente desfavorável para o americano. A crise com a Ares Management impacta diretamente os investimentos prometidos, a estabilidade do controle da SAF e o planejamento financeiro do grupo para os próximos anos.
A situação no Botafogo SAF também não é promissora. Textor permanece como figura central do clube, mas apenas por força de uma liminar judicial obtida em outubro do ano passado. Essa posição, contudo, é cada vez mais ameaçada e incerta, dada a crise com a Ares.
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A trajetória de John Textor nos últimos anos se assemelha a um roteiro comum: ambições milionárias, um modelo de multipropriedade de clubes considerado “inovador” e a compra de grandes marcas como Lyon e Botafogo. Houve momentos de glórias passageiras e muita movimentação na mídia, mas um colapso acelerado nos últimos meses, impulsionado por dívidas, conflitos com credores e problemas de gestão, evidenciando que o que subiu rápido, desceu na mesma velocidade.
A Ares Management, na prática, assumiu o controle efetivo do grupo, enquanto Textor, que se apresentava como o principal mandatário, agora observa a situação de longe, especialmente no Botafogo, onde o futuro do clube parece cada vez mais nebuloso.
Essa situação representa o fim – ou pelo menos uma pausa forçada – de um dos projetos mais ambiciosos e, ao mesmo tempo, mais controversos do futebol moderno.
