Jogos Olímpicos de Inverno 2026: Clima muda e desafia tradição! ❄️ Milão-Cortina depende de tecnologia para garantir as competições. Descubra como as mudanças climáticas estão transformando os Jogos!
As mudanças climáticas estão transformando a maneira como os Jogos Olímpicos de Inverno são realizados. A edição de 2026, sediada em Milão-Cortina, na Itália, demonstra essa realidade. Dados do Instituto Talanoa, divulgados pela Agência Brasil, revelam que cerca de 85% da neve utilizada nas competições será produzida artificialmente.
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Para garantir as provas, os organizadores planejam produzir aproximadamente 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial, um processo que demanda cerca de 946 milhões de litros de água. Essa quantidade é comparável a transformar o Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro em um grande reservatório, preenchido até um terço de sua capacidade.
A instalação de mais de 125 canhões de neve em locais como Bormio e Livigno, combinada com grandes reservatórios de água em áreas de altitude, representa a infraestrutura montada para assegurar as pistas. Essa dependência da tecnologia não é nova, mas tem aumentado com o tempo.
Em Sochi, em 2014, cerca de 80% da neve foi artificial. Em PyeongChang, em 2018, esse percentual subiu para 98%, enquanto em Pequim, em 2022, todas as competições ocorreram com neve produzida por máquinas. Essas edições ilustram a crescente necessidade de intervenção tecnológica.
O número de locais considerados climaticamente confiáveis para sediar os Jogos de Inverno está diminuindo rapidamente. Entre 1981 e 2010, 87 localidades atendiam a esse critério. As projeções indicam que, para 2050, esse número pode cair para 52, e até 46 em 2080, mesmo em um cenário de redução das emissões de gases de efeito estufa.
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A redução da neve natural tem consequências que vão além do esporte. A neve atua como um reservatório de água, liberando-a gradualmente ao longo do ano. A diminuição da neve natural compromete a vazão dos rios, pressiona os reservatórios, afeta o turismo de montanha e causa desequilíbrios em ecossistemas adaptados ao frio, com reflexos diretos sobre economias locais e modos de vida.
Os Jogos Olímpicos de Inverno, criados em 1924 nos Alpes franceses, surgiram em uma época de abundância de neve natural. Tradicionalmente, as sedes se concentravam em áreas montanhosas e de altas latitudes. Hoje, a realidade é que, sem o uso de máquinas, canhões de neve e grandes volumes de água, a realização do evento se torna inviável, refletindo a profunda transformação causada pelas mudanças climáticas em tradições globais consolidadas.
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