Joe Procopio alerta: custo de empreender sobe com inflação e saúde precária nos EUA e Brasil. Desafios incluem inflação, juros e acesso à saúde.
A ideia de que empreender nunca foi tão fácil precisa ser reavaliada. Apesar do aumento no acesso a ferramentas digitais, conhecimento e redes de apoio, o custo de transformar uma ideia em negócio está subindo rapidamente. Segundo Joe Procopio, um empreendedor experiente, dois fatores importantes contribuem para essa realidade: a inflação persistente e a deterioração do sistema de saúde, especialmente nos Estados Unidos.
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Esses desafios se aplicam tanto ao mercado americano quanto ao brasileiro, com a falta de previsibilidade de custos, dificuldade em formar equipes e pressão para resultados rápidos. Esses obstáculos exigem preparo financeiro, além de um forte suporte emocional e estratégico.
A inflação, acompanhada de juros elevados, afeta diretamente o financiamento de startups. A cada nova onda inflacionária, a meta financeira se distancia. Isso significa que rodadas de investimento precisam ser maiores. Um investimento de US$ 250 mil, que antes sustentava um negócio por 12 meses, pode agora exigir quatro vezes mais.
A inflação impacta salários, custos de fornecedores, prazos de entrega e reduz a margem de erro para os empreendedores. No Brasil, onde o acesso a capital é limitado, erros de cálculo e planos de negócio frágeis se tornam perigosos.
Um segundo grande desafio é o custo de oferecer ou contratar planos de saúde de qualidade. Nos Estados Unidos, planos privados se tornaram inacessíveis para pequenas empresas. No Brasil, a situação é semelhante, com planos empresariais que subiram até 25% nos últimos anos e uma oferta limitada para startups e MEIs.
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Isso afeta a contratação e retenção de talentos. Se um fundador não consegue oferecer segurança básica para sua equipe, a empresa perde competitividade. Se ele mesmo não tem acesso a atendimento de qualidade, sua saúde mental e física, essenciais para a rotina empreendedora, ficam em risco.
Diante desse cenário, Procopio sugere duas abordagens: captar alto desde o início ou adiar contratações e crescer de forma solo. Para quem tem acesso a capital, é importante levantar valores maiores na fase inicial, como R$ 1 milhão ou mais, para ter mais folga para imprevistos e tempo para a próxima rodada de investimento.
Para quem não tem acesso a capital, o caminho é construir o produto sozinho por mais tempo, manter o emprego atual e postergar a formalização de uma equipe. Essa abordagem exige disciplina, mas reduz o risco de falência precoce.
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