João Carlos Mansur renuncia e Revee enfrenta crise com projetos em risco

João Carlos Mansur renuncia à Revee em meio a crise e investigações. A empresa enfrenta desvalorização de ações e risco em projetos, como Arena Fonte Luminosa.

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(Imagem de reprodução da internet).

Renúncias e Crise na Revee: Impacto no Mercado

O empresário João Carlos Mansur, fundador da Revee, renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa. A decisão foi comunicada ao mercado na noite de quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, através de um comunicado oficial. A renúncia ocorre em um momento de grande instabilidade para a Revee, marcada por investigações e mudanças na gestão.

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Simultaneamente, Wisam Kamel Ayache também deixou o cargo de integrante independente do conselho de administração da companhia. A Revee anunciou que convocará uma assembleia de acionistas em até 30 dias para formar um novo conselho, buscando estabilizar a situação da empresa.

Desvalorização das Ações e Crise de Governança

As ações da Revee estão sofrendo forte desvalorização no mercado financeiro. Em janeiro de 2026, o valor das ações atingiu R$ 2,34, um contraste significativo com o patamar de R$ 30 registrado no ano anterior. Essa queda acentuada reflete a crescente incerteza em torno da empresa.

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A crise se agrava com a saída de outros membros importantes da gestão, como o CEO Luis Davatel e o diretor Lucas Dias Trevisan. Essas renúncias evidenciam uma instabilidade na governança da Revee, gerando preocupação entre os investidores.

Projetos e Concessões em Risco

A Revee buscava expandir suas operações, incluindo a tentativa de replicar o modelo do Allianz Parque em outras arenas e complexos culturais. A empresa detém a concessão da Arena Fonte Luminosa (Araraquara) e possui espaços em Recife e Belo Horizonte.

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A empresa também se envolveu em operações de compra de dívidas de estádios, como a da Arena do Grêmio, e assumiu a gestão do financiamento da Neo Química Arena (Corinthians) junto à Caixa. Recentemente, um plano de compra do clube português Marítimo, por € 15 milhões, foi cancelado.

Adicionalmente, a Revee atuava na reforma do estádio do Canindé e era integrante da SAF da Portuguesa, que indicou não contar mais com a empresa no projeto. A situação complexa envolve diversos projetos e concessões que agora se encontram em risco devido à instabilidade da empresa.

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