Descoberta em Marrocos revela fósseis milenares que lançam luz sobre a evolução humana. Fósseis de 773 mil anos atrás em Casablanca impactam estudo
Descobertas recentes em Marrocos, especificamente na Grotte à Hominidés na Pedreira Thomas em Casablanca, estão lançando nova luz sobre um período crucial da evolução humana. Uma equipe de cientistas encontrou três mandíbulas, incluindo uma de uma criança, dentes, vértebras e um fêmur, datados de 773 mil anos atrás.
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Essa descoberta é significativa porque representa os primeiros fósseis desse período encontrados na África, um intervalo onde a compreensão da evolução humana é limitada.
O estudo, liderado por Jean-Jacques Hublin, paleoantropólogo do Collège de France e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, revelou que os restos fossilizados exibiam um “mosaico” de características primitivas e mais evoluídas. Apesar de não apresentarem um queixo definido, como o Homo sapiens, os dentes e outras características dentárias eram similares aos de nossa espécie e dos Neandertais.
A datação foi realizada através da técnica de paleomagnetismo, que detecta a assinatura geológica de uma inversão do campo magnético da Terra, um evento bem documentado que ocorreu há 773 mil anos.
A importância da descoberta reside no fato de que os fósseis fornecem informações sobre os ancestrais dos Neandertais, Denisovanos e do Homo sapiens. A equipe de pesquisa acredita que a caverna onde os indivíduos viveram era um local perigoso, com evidências de predadores, como uma hiena, que atacavam os ossos.
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A análise genética sugere que o ancestral comum desses três grupos humanos viveu entre 550 mil e 765 mil anos atrás, mas a identidade exata dessa espécie ancestral ainda é um mistério.
Outros candidatos incluem o Homo antecessor, encontrado em Atapuerca, Espanha, e o Homo heidelbergensis, cujos fósseis foram encontrados na África e Eurásia. A pesquisa enfatiza a importância da África para a compreensão do surgimento dos humanos modernos, e qualquer fóssil de hominídeo desse período representa uma nova janela para a evolução humana.
O estudo destaca a necessidade de continuar a busca por fósseis que possam ajudar a preencher as lacunas no conhecimento sobre a origem da nossa espécie.
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