O conceito de luxo está passando por uma transformação significativa. Mais do que a simples posse de bens materiais, o foco agora reside na criação de experiências e ofertas que atendam ao desejo de vivenciar momentos únicos e personalizados. Dados da McKinsey revelam que, no mercado de luxo, mais de 70% dos consumidores priorizam experiências em detrimento da aquisição de produtos físicos.
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Uma parcela considerável, 65%, demonstra disposição para pagar mais por marcas que ofereçam um atendimento individualizado e um relacionamento contínuo com o cliente.
O Que o Fundador da Vippers Tem a Dizer?
Jaroslaw Piasecki, fundador da plataforma de mobilidade premium Vippers, oferece uma perspectiva valiosa, baseada em sua própria experiência. Ele destaca que o valor de uma marca está diretamente ligado à sua capacidade de se conectar com o estilo de vida do consumidor.
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Marcas que se mantêm apenas na tradição ou na ostentação correm o risco de se tornarem irrelevantes. Piasecki enfatiza a importância de uma abordagem mais humana, próxima e que realmente ressoe com o público.
Tendências para 2026: O Futuro do Luxo
Piasecki identifica algumas tendências que moldarão o mercado de luxo até 2026, impulsionadas pelo comportamento do consumidor. A primeira delas é o aumento da demanda por experiências autênticas e de alto padrão. Isso inclui viagens sob medida, hospitalidade de luxo, bem-estar e mobilidade premium, além de eventos exclusivos.
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O desejo por uma vida com conforto e autenticidade supera a busca por acumular bens. Essa tendência é particularmente forte entre Millennials e Geração Z, que representam cerca de 75% do consumo global de luxo até 2030, segundo projeções da Altagamma.
Personalização e o Poder da Digitalização
A segunda tendência é a necessidade de um luxo mais personalizado do que nunca. Não se trata apenas de ajustes superficiais, mas de propostas que considerem o estilo de vida, os hábitos e as preferências individuais de cada cliente. Ferramentas como inteligência artificial, análise de dados comportamentais e experiências imersivas permitem criar jornadas sob medida. “Personalizar significa entender o estilo de vida do cliente e antecipar suas necessidades”, explica Piasecki.
A digitalização também desempenha um papel crucial. Estudos da McKinsey mostram que clientes de alto padrão que utilizam canais digitais integrados gastam, em média, 20% a 40% mais do que aqueles com experiências fragmentadas. Recomendações inteligentes, curadorias personalizadas e experiências digitais imersivas ampliam o contato com a marca e facilitam a tomada de decisão, sem substituir o toque pessoal.
Estratégias de Preços e a Importância da Narrativa
Por fim, Piasecki ressalta que o comportamento mais seletivo do consumidor exige que as marcas de luxo reavaliem suas estratégias de preço. Após anos de aumentos agressivos, existe uma crescente demanda por coerência entre o valor cobrado e a qualidade da experiência oferecida. “O cliente aceita pagar caro, mas exige consistência.
Preço alto sem uma narrativa envolvente, qualidade e uma experiência memorável já não se sustenta”, conclui Piasecki. As marcas estão, portanto, reforçando linhas icônicas e produtos de entrada, buscando equilibrar a exclusividade com a acessibilidade.
