Jared Kushner apresenta plano ambicioso de reconstrução de Gaza após Davos

Jared Kushner apresenta plano ambicioso de reconstrução de Gaza após assinatura do “Conselho da Paz” em Davos. Plano inclui metrópole com 100 mil unidades habitacionais e foco na desmilitarização

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(Imagem de reprodução da internet).

Plano de Reconstrução de Gaza: Visão de Jared Kushner

Após a assinatura do “Conselho da Paz” no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, o genro do ex-presidente Donald Trump, Jared Kushner, apresentou um plano ambicioso para a reconstrução de Gaza. O foco principal do plano reside na reconstrução do território, com a promessa de um futuro próspero e desenvolvido.

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A apresentação destacou a necessidade de desmilitarização da Faixa de Gaza como pré-requisito para a reconstrução, enfatizando que sem a remoção das armas, a reconstrução não será possível.

Detalhes do Plano de Reconstrução

O plano de Kushner propõe a criação de uma nova metrópole em Gaza, com a construção de mais de 100 mil unidades habitacionais permanentes, além de 200 escolas e 75 instalações médicas. A área de “Turismo Costeiro” se estenderia ao longo da costa, com potencial para abrigar até 180 arranha-céus, muitos dos quais destinados a hotéis.

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Um porto e um aeroporto também foram planejados, visando atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico.

Desafios e Controvérsias

Apesar da visão ambiciosa, o plano enfrenta diversos desafios. A desmilitarização do Hamas é um ponto central, com a promessa de um “comitê tecnocrático” supervisionando o processo. No entanto, a relutância de países terceiros em se comprometer com uma força internacional de estabilização (FIE) e a oposição de Israel à participação de países como a Turquia, representam obstáculos significativos.

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A falta de detalhes sobre a implementação do plano e a incerteza sobre o financiamento também são preocupações.

Papel da Autoridade Palestina e UNRWA

O plano também levanta questões sobre o papel da Autoridade Palestina e da UNRWA (Agência da ONU para Refugiados de Palestina). A Autoridade Palestina expressou preocupações sobre a centralidade do novo comitê tecnocrático na política palestina, enquanto a UNRWA, que presta serviços essenciais à população de refugiados palestinos, está sendo observada com cautela, com a possibilidade de um fim de sua atuação em Gaza sendo considerada.

Visão Anterior e Perspectivas Futuras

Apresentações semelhantes foram feitas em 2019, com a cúpula no Bahrein, mas os planos nunca foram implementados. O chefe do novo comitê tecnocrático, Ali Shaath, enfatizou a importância de transformar a situação em ação, anunciando a abertura da passagem de Rafah entre Gaza e o Egito, sinalizando que o enclave não está mais fechado para o mundo.

O sucesso do plano depende da vontade política de todos os envolvidos e da capacidade de superar os desafios existentes.

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