Jaques Wagner declara tranquilidade sobre delação premiada de Daniel Vorcaro no Banco Master. Parlamentar critica operações e investigações.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), declarou não sentir apreensão em relação a uma possível delação premiada envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em entrevista à rádio “Giro Baiana”, realizada nesta quarta-feira (28), o parlamentar expressou um estado de “tranquilidade e calma” diante da situação.
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Wagner criticou as operações recentes no banco, que envolvem a venda de títulos falsos e supostas fraudes, descrevendo-as como “trambicagem” e um “bando de falcatrua” com envolvimento do Banco do Brasil (BRB). Ele também ressaltou a existência de “muita gente debaixo da cama” relacionada ao escândalo.
O senador confirmou ter uma relação próxima com o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, que foi ex-sócio de Daniel Vorcaro. No entanto, negou qualquer tipo de envolvimento financeiro ou negócio com o empresário, afirmando que “não tem nenhum negócio com ele”.
Em outra parte da entrevista, Jaques Wagner afirmou que o núcleo petista na Bahia está distante da confusão envolvendo o Banco Master. Ele esclareceu que “está fora dessa confusão” e que não há aplicação de recursos do governo da Bahia no banco.
O líder do governo questionou se existem recursos do governo do Rio de Janeiro, do Amapá e de Brasília aplicados no Banco Master, e negou que a situação tenha alguma ligação com o governo baiano, afirmando que “não tem uma banda de conto nossa”.
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Jaques Wagner detalhou que, enquanto à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia, participou da negociação da “Cesta do Povo” e do “Cartão Cesta” com Guga Lima. Ele explicou que Daniel Vorcaro entrou no negócio somente após a conclusão das negociações, sem vínculo direto com o governo estadual.
O senador também relatou ter indicado o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski a Guga Lima para integrar o conselho de administração do Banco Master, afirmando que a indicação foi feita em resposta a uma pergunta e que ele apenas “citou, como eu estou no mundo político”.
Em novembro, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master. A decisão ocorreu em meio a uma operação da Polícia Federal que investigava fraudes nas compras de títulos entre o BRB e o Banco Master, além de envolver Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa.
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