Japão Realiza Coleta Inédita de Minerais de Terras Raras em Águas Profundas
Em uma tentativa de diminuir a dependência da China, o Japão realizou, no domingo (1º de fevereiro de 2026), a coleta de sedimentos ricos em minerais de terras raras a uma profundidade de 6.000 metros do leito marinho. A operação, considerada inédita no mundo, foi conduzida como um teste inicial.
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O porta-voz do governo, Kei Sato, destacou a importância da descoberta para a segurança econômica e o desenvolvimento marítimo do país.
A coleta foi realizada utilizando o navio de pesquisa de águas profundas Chikyu, que iniciou sua jornada em janeiro para a ilha remota de Minami Torishima, no Pacífico. Acredita-se que as águas da região abrigem grandes reservas desses minerais. A equipe de análise examinará os detalhes da amostra, incluindo a quantidade exata de terras raras presentes.
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O momento da descoberta coincide com o aumento da pressão da China sobre o Japão. Em novembro, a primeira-ministra japonesa (Partido Liberal Democrata, direita) sugeriu uma possível reação militar em resposta a uma situação territorial que Pequim ameaça tomar à força.
A China também intensificou o bloqueio de exportações de itens de “dupla utilização” com potencial militar, gerando preocupações no Japão sobre a interrupção do fornecimento de terras raras.
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Os minerais de terras raras – 17 metais difíceis de extrair da crosta terrestre – são utilizados em uma vasta gama de aplicações, desde veículos elétricos e turbinas eólicas até mísseis e discos rígidos. Estima-se que a área ao redor de Minami Torishima, dentro das águas econômicas exclusivas do Japão, possua mais de 16 milhões de toneladas de terras raras, representando a terceira maior reserva global, segundo o jornal Nikkei.
O sucesso na extração contínua e em larga escala na região de Minami Torishima garantiria o abastecimento interno para setores-chave da indústria japonesa.
