Japão causa pânico global: juros sobem e risco de US$ 7 trilhões! 😱 Investidores temem impacto no Brasil e no “carry trade”. Juros dos JGBs atingem níveis históricos e ameaçam economia global. Saiba mais!
A economia japonesa tem sido um ponto de atenção para investidores e analistas econômicos. Durante muito tempo, o país foi visto como um porto seguro, oferecendo juros baixos e atuando como fonte de financiamento para investidores em todo o mundo, especialmente através do “carry trade” – a prática de emprestar em países com juros baixos e investir em países com juros mais altos.
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No entanto, essa era parece ter chegado ao fim. Os juros dos títulos do governo japonês (JGBs) estão atingindo níveis históricos, gerando um risco estimado em US$ 7 trilhões para os mercados globais, segundo informações da Bloomberg.
A inflação japonesa tem permanecido acima da meta de 2% há quatro anos seguidos. Para piorar a situação, o Banco do Japão (BoJ) e o novo governo, liderado por Sanae Takaichi, estão implementando planos de estímulo fiscal agressivos e cortes de impostos sobre o consumo, sem uma estratégia clara de como financiar essas medidas.
Essa incerteza fiscal tem levado os investidores a exigirem juros mais altos para emprestar dinheiro, o que pode acontecer no Japão, com os juros de longo prazo superando os 4%.
A situação no Japão pode ter um impacto indireto em outros países, como o Brasil. O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, observa que os títulos japoneses sempre funcionaram como um “piso” para as taxas de juros em outras potências. Se esse “piso” sobe, todo o resto sobe junto.
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Além disso, investidores japoneses podem começar a realocar parte de suas carteiras, pressionando os juros. Os japoneses possuem cerca de US$ 5 trilhões investidos no exterior. Se os juros de títulos dentro do país ficarem atraentes, esse dinheiro volta para casa.
Para o Brasil, o impacto mais imediato é sentido no câmbio e nas operações de “carry trade” – a prática de pegar dinheiro mais barato em um país e investir em outro. Se o custo do iene se valoriza, essa estratégia perde o sentido. O investidor venderia, assim, os seus ativos no Brasil – com patamares de juros altos – e levaria o dinheiro embora, o que poderia gerar uma desvalorização do Real frente ao dólar americano.
Caso os japoneses parem de financiar as dívidas americana ou europeia para investir em seu próprio país, o custo do dinheiro sobe no mundo todo.
O head da mesa de câmbio e internacional da Mirae Asset Brasil, Jonathan Joo Lee, explica que, quando a aversão ao risco aumenta, a diferença entre as taxas de juros de curto e longo prazo se amplia. As pontas mais longas da curva são as mais suscetíveis à volatilidade, e os investidores exigem um prêmio de risco maior na ponta longa em tempos de incerteza global.
Ele é categórico ao afirmar que o mercado brasileiro pode sofrer oscilações mesmo que nada mude no Brasil em termos de política ou indicadores fiscais. Isso porque, se os juros americanos subirem influenciados pelo Japão, o Brasil precisaria aumentar o seu próprio prêmio de risco para não perder a atratividade.
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