Uma cena de tensão se instalou no Sambódromo do Rio de Janeiro durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, no domingo (15.fev.2026). A primeira-dama, Janja da Silva, expulsou sua filha, Lurian Cordeiro Lula da Silva, da sala reservada ao chefe do Executivo, localizada no camarote da prefeitura.
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O incidente ocorreu durante a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela escola de samba.
Detalhes do Encontro e da Discordância
Lurian, acompanhada por Thiago, neto de Lula e filho de Marcos, o primogênito do presidente, buscava cumprimentar o pai. No entanto, Janja interrompeu a interação, explicando que o momento era para um breve beijo e partida, e não para uma conversa prolongada.
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Lurian, então, expressou o desejo de conversar com o pai, gerando uma resposta em tom elevado por parte da primeira-dama, que declarou: “Aqui não é lugar para isso”, e pediu que ela saísse imediatamente.
A Escalada do Conflito
A situação se intensificou quando Lurian questionou Janja sobre sua compreensão da relação entre pais e filhos. A primeira-dama respondeu com firmeza, recusando-se a discutir o assunto. A discussão se tornou mais acalorada, com Lurian elevando o tom e acusando Janja de desconhecer a estrutura familiar.
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A sala, que exigia autorização prévia de Lula e Janja para acesso, era destinada a momentos de breve contato do presidente com convidados.
Restrições e Observadores
Janja justificou a restrição do espaço, que era considerado pequeno, para evitar tumultos. Autoridades do governo, amigos e familiares de Lula foram convidados para o camarote, mas o presidente permaneceu em uma área de circulação restrita. Assessores da Presidência e da prefeitura estavam presentes, ouvindo a discussão com a porta da sala aberta.
Após o episódio, Lurian foi vista em estado de choro na área onde estavam os ministros, e a notícia se espalhou pelo camarote.
Impossibilidade de Acesso aos Ministros
Vários ministros aguardavam para conversar com Lula, mas a falta de autorização para entrar na sala restrita os impedia. Eles só conseguiam dialogar com o presidente quando ele saía do espaço restrito e circulava pela área mais ampla do camarote.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também enfrentou uma situação semelhante, sendo incentivada por colegas a conversar com o presidente, mas sem sucesso.
Interferência e Silêncio de Janja
O secretário-executivo da pasta, Marcio Tavares dos Santos, amigo pessoal de Janja, permaneceu na sala durante todo o tempo, acompanhando Lula na descida à avenida para cumprimentar as escolas. A pasta de cultura informou que Margareth Menezes estava de férias e Marcio, a trabalho.
A assessoria de Janja não se manifestou sobre o caso. O Poder360 tentou contato com Janja e Lurian para obter comentários, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
